A equipe do Museu de Paleontologia “Prof. Antonio Celso de Arruda Campos”, acompanhada do diretor de Cultura, Thiago Duarte, realizou uma visita técnica ao Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), em Campinas, em um movimento que aproxima ainda mais ciência, tecnologia e preservação do patrimônio de Monte Alto. O encontro teve como foco o fortalecimento de parcerias e a construção de novos projetos voltados à pesquisa, à educação e à expografia dos museus municipais.
Entre as possibilidades discutidas, ganharam destaque recursos como a microtomografia computadorizada e a impressão 3D, tecnologias capazes de ampliar significativamente a forma como fósseis e outros materiais podem ser estudados, preservados e apresentados ao público. Na prática, essas ferramentas permitem investigar estruturas internas sem a necessidade de intervenções destrutivas, além de possibilitar a criação de réplicas e modelos tridimensionais que podem ser utilizados tanto em pesquisas quanto em ações educativas e exposições.
Durante a visita, a equipe também conheceu o InVesalius, software desenvolvido pelo CTI Renato Archer para a segmentação e reconstrução tridimensional de imagens obtidas por tomografia. A parceria já começou a sair do campo das ideias: alguns fósseis de Monte Alto passaram por microtomografia como parte de um projeto-piloto, abrindo caminho para novas análises e formas de interpretação do acervo paleontológico do município.
A aproximação retoma um intercâmbio de conhecimentos iniciado em 2012 entre o CTI e os Museus de Monte Alto. Mais de uma década depois, a retomada dessa cooperação mostra como o patrimônio histórico e científico pode ganhar novas perspectivas quando conhecimento especializado e inovação tecnológica caminham juntos.
Para Monte Alto, investir nesse tipo de parceria significa não apenas aprofundar o estudo dos materiais encontrados em seu território, mas também ampliar as possibilidades de divulgação científica e de acesso do público ao conhecimento. Quando tecnologia, ciência e preservação se encontram, o passado ganha novas ferramentas para ser compreendido no presente e compartilhado com as próximas gerações.


