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	<title>Roberto Ambrósio &#8211; Jornal O Imparcial</title>
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	<title>Roberto Ambrósio &#8211; Jornal O Imparcial</title>
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		<title>Semana 113 (Fim)</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2016 13:48:25 +0000</pubDate>
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<p>Pessoal de Monte Alto. Escrevo esse texto direto de Florianópolis, terra que escolhi para viver depois que a viagem terminou. Sei que o último diário que foi publicado pelo Imparcial, terminou quando eu ainda estava na Bahia, faltando apenas dois meses pra eu chegar em casa. Pois bem, eu cheguei. Terminei a viagem da melhor maneira possível, realizado, sem sofrer nenhum arranhão, nenhum tipo de problema, nada.<br />
A chegada em Araraquara foi algo que eu nunca mais vou me esquecer. Todos os meus amigos, familiares e também, pessoas que nunca havia visto, estavam na praça das Bandeiras, me esperando, de braços pro alto. Quando faltavam 400 metros pra chegar, comecei a ouvir os rojões, e é claro, não consegui me conter, desaguei. Chorando como criança eu cheguei de braços abertos para aquele monte de gente, que me pegou no colo e me jogou pro alto. Foi sem dúvidas um dos momentos mais felizes de minha vida, um sonho que vivi acordado, um sonho que foi concretizado.<br />
É difícil explicar neste pequeno espaço o tamanho da gratidão que sinto por você leitor, que acompanhou essa viagem de cabo a rabo, e é claro, ao jornal que me abriu esse espaço para que eu pudesse compartilhar essa história com vocês, isso para mim não tem preço. Hoje, a pessoa que lhes escreve não é a mesma que escrevia quando a viagem começou. Essa viagem me transformou, me fez enxergar o mundo e o ser humano de outra maneira. Hoje eu vejo o quão maravilhosas são as pessoas, mesmo em meio às atrocidades que cometemos, geradas por nossa própria ignorância. Vejo que somos idênticos, e absolutamente nada nos faz melhores ou piores do que ninguém.<br />
Hoje eu dou mais valor a minha comida, ao meu chuveiro quente, à minha caminha macia. Isso porque eu estive em contato direto com pessoas que não tem nada disso, e mesmo assim, estão sempre sorrindo, agradecidas pela vida que lhes foi presenteada. <img decoding="async" class="wp-image-5740 alignright" src="http://arquivos.oimparcialmontealto.com.br/comemoração-500x324.jpg" alt="comemoracao" width="370" height="240" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/comemoração-500x324.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/comemoração-660x428.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/comemoração-60x39.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/comemoração.jpg 1181w" sizes="(max-width: 370px) 100vw, 370px" /><br />
No dia 15 de agosto, fez um ano que a viagem ¨terminou¨, e eu confesso que esse foi o ano em que mais aprendi na vida. A viagem ensinou, mas o pós viagem, meu amigo, essa sim foi uma provinha difícil. Não foi nada fácil voltar, me senti como um passarinho que foi enjaulado. Mas eu percebi também, que se não fosse essa experiência difícil, eu não teria criado as forças que criei para me libertar novamente. O que aprendi, foi que somos completamente livres, e a única coisa que nos aprisiona são os nossos próprios pensamentos. Deixamos de realizar os nossos sonhos porque temos medo de um futuro que ainda nem existe, e esse medo nada mais é do que um mero pensamento.<br />
Hoje eu pratico yoga, medito, surfo, tudo isso para ter uma mente saudável, buscando não mais acreditar nos meus pensamentos, pois eles mentem quase que o tempo todo. Hoje eu me sinto livre novamente, pronto pra qualquer aventura que possa surgir em minha vida. Me sinto feliz pois aquele sonho foi realizado, mas principalmente, pois sinto que não há nada que me impeça de realizar os outros milhares que tenho dentro do meu coração. Estou terminando de escrever o livro sobre a viagem, e depois disso, quem sabe eu não faço mais uma, lá pelo outro lado do oceano, gerando mais histórias, mais diários, mais livros?<br />
Tudo pode acontecer, e sei que será da forma que tiver que ser. Minha vida está entregue nas mãos de quem me criou, e eu confio Nele. Agradeço mais uma vez pela companhia. Foi um prazer imenso compartilhar essa historia com vocês.<br />
E quem quiser saber do livro, entra em contato comigo, em breve ele sairá do forno. Acessem facebook.com/vestigiodeaventura ou facebook.com/betoambrosiofoto.<br />
Um grande abraço, Beto!!<img decoding="async" class="aligncenter  wp-image-5741" src="http://arquivos.oimparcialmontealto.com.br/encontro-500x511.jpg" alt="encontro" width="371" height="379" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/encontro-500x511.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/encontro-660x675.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/encontro-60x61.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/encontro.jpg 1181w" sizes="(max-width: 371px) 100vw, 371px" /></p>
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		<title>Semana 112</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2016 18:49:29 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="333" src="http://arquivos.oimparcialmontealto.com.br/13988726_10206478597274811_1624658632_n-500x333.jpg" alt="13988726_10206478597274811_1624658632_n" class="aligncenter size-medium wp-image-5588" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13988726_10206478597274811_1624658632_n-500x333.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13988726_10206478597274811_1624658632_n-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13988726_10206478597274811_1624658632_n-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13988726_10206478597274811_1624658632_n-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13988726_10206478597274811_1624658632_n.jpg 960w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="333" src="http://arquivos.oimparcialmontealto.com.br/13989535_10206478597154808_325524417_n-500x333.jpg" alt="13989535_10206478597154808_325524417_n" class="aligncenter size-medium wp-image-5589" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13989535_10206478597154808_325524417_n-500x333.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13989535_10206478597154808_325524417_n-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13989535_10206478597154808_325524417_n-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13989535_10206478597154808_325524417_n-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13989535_10206478597154808_325524417_n.jpg 960w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
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		<title>Semana 111</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-111/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Seconi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2016 12:26:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando eu estava pedalando com o Guto, naquela nossa viagem, saindo de Maceió, fomos abordados por um senhor,&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando eu estava pedalando com o Guto, naquela nossa viagem, saindo de Maceió, fomos abordados por um senhor, no acostamento, que parou a moto e sem tirar o capacete começou a falar com a gente:<br />
Vocês são amigos do casal que está dando a volta à América Latina de bicicleta?<br />
Respondemos sem entender muito bem:<br />
Não, não conhecemos eles não.<br />
Pois então agora vocês vão conhecer, venham&#8230;<br />
E nos levou pra casa dele. Entramos, fomos recebidos por sete cachorros, sei lá quantos gatos, galos e galinhas. E antes de qualquer outra conversa, Sérgio nos apresentou sua casa, com pressa pra ir ao trabalho:<br />
Essa aqui é a casa. Aqui é o quarto que vocês vão dormir. Nos vemos mais tarde&#8230; Ahh, tem coca-cola na geladeira.<br />
E saiu. Olhamos um pra cara do outro, sem entender muito bem o que estava acontecendo. Cochilamos na rede, de uma casa cheia de bichos, de um senhor maluco que nos colocou ali, de repente, prometendo que ficaríamos amigos de um tal casal que viajava a América de bicicleta. Acordamos com um povo estranho entrando na casa&#8230;eram eles: Evandro e Lidiane (o casal) e Fábio (também cicloviajante). Surge ali mais uma grande amizade. <img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="334" class="size-medium wp-image-5101 aligncenter" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betão-3-500x334.jpg" alt="betão" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betão-3-500x334.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betão-3-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betão-3-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betão-3-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betão-3.jpg 1181w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
A viagem que era formada por duas pessoas, agora ganha corpo e segue em cinco, grupo que foi batizado como a “Caravana do Sergião”, o grande causador de todo aquele encontro. Conto tudo isso, porque nessa viagem, o Evandro falava muito de seu amigo, um tal “Rafael Limaverde”, que no comecinho do terceiro milênio deu uma volta a América pedalando. Pronto, voltamos à origem da historia que me faz realizar essa viagem&#8230;.foi por causa do Evandro que conheci Rafael, foi por causa do Rafael que estou fazendo essa viagem e foi por causa do Sérgio que conheci o Evandro. Deu pra entender?  Pois bem&#8230; o Sérgio é um sequestrador de viajantes. <img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft  wp-image-5103" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/passaro-500x334.jpg" alt="passaro" width="397" height="265" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/passaro-500x334.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/passaro-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/passaro-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/passaro-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/passaro.jpg 1181w" sizes="(max-width: 397px) 100vw, 397px" />Todos os que ele encontra pela rua ele leva pra casa, e eu fui um dos sorteados. Agora, quatro anos e meio depois, voltei pra Maceió, e é claro, fiquei na sua casa. Ele mora só com a esposa, a também queridíssima Eliane, só que agora eles se mudaram. Aquela casa não estava dando conta de todo mundo, então, ele foi pra uma com cinco suítes, talvez agora dê certo. Além da casa, a quantidade de bichos também multiplicou. Os sete cães se transformaram em 15, e os sei la quantos gatos, agora são 22. Passei três dias com eles, e no dia em que eu estava partindo, acordei com uma chuva que parecia não ter fim, a qual eu usei como desculpa pra ficar mais um dia&#8230; foi a melhor coisa que fiz na vida, e o motivo vem agora: Nesse mesmo dia eu fiquei doente. Uma febre repentina me atacou, sem motivos aparentes. Se eu tivesse partido, ficaria doente no meio do mundo, mas alí eu estava amparado. Além da febre, me deu uma doença chamada carência. Sintomas de carência forte: saudades, vontade de abraçar alguém, de ganhar cafuné, café na cama&#8230;resumindo: frescura. <img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft  wp-image-5102" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-2-500x334.jpg" alt="bicicleta" width="337" height="225" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-2-500x334.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-2-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-2-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-2-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-2.jpg 1181w" sizes="(max-width: 337px) 100vw, 337px" />Não pensei duas vezes, liguei pra quem eu realmente queria perto de mim: Naty, posso ir te ver?<br />
Duas horas depois eu estava dentro de um ônibus, rumo a &#8230; Natal. (Dei risada sozinho enquanto escrevia isso). Sim, voltei pra Natal, voltei pra Natália. Mas isso já é assuntopara o próximo diário.<br />
Tenham todos uma excelente semana.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Beto</p>
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		<title>Semana 110</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-110/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Seconi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2016 12:13:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda sobre a palestra em Campos do Jordão, ao fim da palestra, gostosos abraços. De coração cheio novamente&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda sobre a palestra em Campos do Jordão, ao fim da palestra, gostosos abraços. De coração cheio novamente eu me despedi e segui meu rumo, de volta lá pra longe de casa. Mas antes de ir, eu devo contar sobre a família que me recebeu um dia antes e um dia depois do encontro, em São José dos Campos. A família da Nina, minha “cunhada”, namorada do meu “irmão” André, aquele que levou os quatro amigos de surpresa pra Natal, lembra? Pois bem: A mãe da Nina, a Ana Laura, é uma das mulheres que mais me apoia e me dá forças desde que saí de casa. Não nos conhecíamos pessoalmente, mas nos tornamos grandes amigos pela internet, já que ela está sempre preocupada comigo, mandando mensagens, se estou bem, se preciso de alguma ajuda. Uma pessoa do bem, que se movimenta muito em prol do próximo. Além da Ana e do seu marido André, a Nina e sua irmã Fer, também estão sempre mandando muita energia positiva pra mim, todos muito lindos.<br />
Como São José dos Campos fica do lado de Campos do Jordão, aproveitei pra passar dois dias na casa deles, podendo assim, agradecer pessoalmente por tudo o que têm feito por mim. Foi rápido, <img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5084 aligncenter" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/casa-1-500x334.jpg" alt="casa" width="329" height="220" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/casa-1-500x334.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/casa-1-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/casa-1-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/casa-1-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/casa-1.jpg 1181w" sizes="(max-width: 329px) 100vw, 329px" /></p>
<p>mas foi muito, muito bom. Nos despedimos com um “em breve nos vemos” e segui tranquilo rumo ao aeroporto. Não tão tranquilo assim. Na verdade, os sentimentos estavam a flor da pele, e pra acalmar os ânimos: Choradeira. Prefiro não esconder essas minhas lágrimas que me acompanham desde o começo da viagem. Talvez isso seja cansativo pro leitor, mas elas fazem parte da história e são extremamente importantes, além de deixarem explícitos os momentos nos quais os sentimentos estão extremamente aguçados&#8230; e esse diário está repleto disso.<br />
Às 3h da manhã, dentro de um táxi eu chorei como criança. O rádio estava ligado, o que me permitiu um bom disfarce, eu não queria espantar o taxista. Naquele momento eu senti muitas coisas. Os olhares chorosos e as risadas que recebi durante a palestra vieram às minhas lembranças e me encheram a alma de tudo o que é bom. Estava emocionado demais porque Deus naquele momento colocou palavras em minha boca que foram capazes de tocar alguns corações, e isso me deixa imensamente feliz, não pelo Beto, mas pelo Criador do Beto. <img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="333" class="size-medium wp-image-5086 aligncenter" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/crianca-500x333.jpg" alt="crianca" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/crianca-500x333.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/crianca-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/crianca-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/crianca-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/crianca.jpg 1181w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Senti muita emoção, pedi perdão por alguns pensamentos errados, agradeci pelos certos. Desfrutei da incrível plenitude da vida, de saber que podemos ver beleza em tudo, nos erros e nos acertos, nas alegrias e nas tristezas.<br />
Agradeci por poder renascer a cada segundo, deixando pra traz tudo o que passou e reconstruindo dai pra frente tudo de novo, o que nos dá uma força incrível, já que assim os problemas já não nos abalam mais, eles são passageiros, sempre. E então naquele momento eu renasci&#8230; sabendo que logo eu voltaria a me entristecer novamente, mas isso também logo passaria. E assim foi&#8230;<br />
De volta a Maceió. Resgatei a Princesa e fui de encontro a mais uma família, a família do Sérgio, mais um grande personagem do bem.<br />
E assim termino mais um diário, novamente curtinho. Estou bastante emocionado, com sensação de dever quase cumprido. A saudade da família é muito grande, e com essa viagem para o interior de São Paulo, a situação piorou ainda mais.<br />
Fiquem com o paizão e até semana que vêm. Abraços, Beto.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5088 aligncenter" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/surf-1-500x334.jpg" alt="surf" width="398" height="265" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/surf-1-500x334.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/surf-1-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/surf-1-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/surf-1-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/surf-1.jpg 1181w" sizes="(max-width: 398px) 100vw, 398px" /></p>
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		<title>Semana 109</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-109/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Seconi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 18:50:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Naty voltou pra Natal e eu peguei um avião rumo a um lugar muito perigoso, Campos do&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Naty voltou pra Natal e eu peguei um avião rumo a um lugar muito perigoso, Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Perigoso? Sim. A cidade fica a menos de 400km de Araraquara, minha terra, imagine o perigo. Dali eu podia sentir o cheiro da laranja com o qual eu cresci. Podia sentir o sabor da comida da minha mãe, ouvir o ronco do meu pai, o barulho dos brinquedos da minha irmã (que já é adolescente e não brinca mais, mas quando eu saí de casa ela ainda era uma criança). Pra eu pegar um ônibus dali pra casa era um pulo. Eu quase que não olhei muito pro sentido oeste pra não passar vontade&#8230;<br />
<img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="334" class="alignleft size-medium wp-image-5016" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/falando-1-500x334.jpg" alt="falando" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/falando-1-500x334.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/falando-1-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/falando-1-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/falando-1-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/falando-1.jpg 1181w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" />Na realidade eu fui pra lá a convite de um pessoal muito bacana, os queridos Rodrigo e Eliana, fundadores do Clube de Cicloturismo do Brasil. Todo ano, desde 2001, eles promovem o Encontro Nacional de Cicloturismo, e dessa vez, o local escolhido foi uma fantástica fazenda na fronteira dos estados de São Paulo e Minas Gerais, em meio às frias montanhas da região. O encontro é feito de pedaladas pela manhã e palestras durante a tarde, com diversos cicloviajantes desse Brasil, e dessa vez, me convidaram para contar minhas histórias. Ouvi palestras de grandes e extremamente inspiradores viajantes. Historias-de-bicicleta de todos os tipos, em inúmeros lugares, diferentes continentes e maneiras de ver o mundo&#8230;me emocionei muito! Eu fui o último. Ao longo do encontro fui me inspirando naquelas pessoas incríveis, e no domingo, bem cedinho, eu tentei passar para as pessoas um pouquinho da emoção da minha viagem. Foi maravilhoso. Mais uma vez me emocionei, chorei na frente de todo mundo, que beleza. Recebi lágrimas de volta, o que me deixou mais tranquilo&#8230;rimos e choramos juntos. Antes de começar a palestra, troquei uma gostosa ideia com meu Paizão.<br />
Pedi inspiração e humildade pra falar, e na hora H, senti uma energia incrível naquele lugar, que me relaxou e me deixou a vontade pra falar tudo o que meu coração pedia. Falei por uma hora e meia, respondi perguntas, contei sobre o que vivi e o que aprendi, principalmente.<br />
Falei que o mais maravilhoso dessa viagem, foi ter aprendido sobre o valor das coisas. O valor da nossa comida, do nosso lar, da família, do chuveiro quente, a cama macia, os amigos, o amor que temos dentro de nós. O mundo se escancara diante dos nossos olhos quando viajamos de bicicleta, e dessa forma podemos vê-lo com as veias abertas, do jeito que ele é: rico, lindo, maravilhoso, pobre, sofrido, triste e desigual. Isso nos mostra o quão pequenos somos diante do todo. Nos mostra o quão idênticos somos diante de Deus, o quão privilegiados somos diante da triste realidade. E a percepção de tudo isso, nos leva ao sentimento mais nobre que o ser humano pode ter: a Gratidão.<br />
Gente, o diário de hoje está curtinho, mas espero que tenham gostado. Eu adorei! Na próxima semana eu conto como foi minha volta pra Maceió, mas antes, uma parada em São José dos Campos para visitar entes queridos.<br />
Um beijo a todos! Beto.</p>
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		<title>Semana 108</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-108/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Seconi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jul 2016 18:47:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chegamos na rodoviária de Maceió, deixei a bicicleta por lá e logo pegamos mais um ônibus de 10&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Chegamos na rodoviária de Maceió, deixei a bicicleta por lá e logo pegamos mais um ônibus de 10 horas rumo a Salvador.<br />
Às 4 da manhã chegamos na rodoviária da capital baiana, e quem foi nos buscar, foi um dos amigos mais importantes de toda essa história, Guto Ferreira, aquele que já foi citado em outros diários, quando eu contei sobre a minha primeira viagem de bicicleta pelo nordeste. Pois bem, Guto foi quem iniciou esse sonho comigo, em 2011, quando nos lançamos em uma viagem de dois meses, a qual mudaria pra sempre o destino de nós dois. Em mim foi despertado o imenso sonho de viajar o mundo pedalando. Já o Guto, naquela viagem iniciava o seu projeto de vida: Viajar sem planos, sem rumo, sem tempo, trabalhando com a sua própria arte pela rua. E desde então ele nunca mais parou quieto&#8230; por isso, estávamos há mais de três anos sem ver-nos.<br />
Um cara fantástico, que segue uma ideologia de desapego muito bonita, coisa que é raríssima nesse mundo tão ansioso, tão preocupado com tempo e com o dinheiro. Guto é trabalhador da rua, que encara seu compromisso com seriedade. Malabarista, artesão e músico, que realiza seu trabalho com a maior qualidade e amor do mundo. Pudemos conversar por poucas horas na areia de Itapuã, mas já suficientes pra matar um pouco da saudade. Nos despedimos no aeroporto, onde ele pegou um avião pra São Paulo, rumo ao casamento do Leozinho, aquele que passou 40 dias no México comigo. Léo e Ju se casaram e eu não pude ir. Mais um casamento perdido, mas tudo bem, faz parte do pacote, eu já esperava perder muitas festividades importantes.<br />
Nos despedimos do grande Guto e seguimos então rumo ao lugar onde o ócio seria a prioridade: a Costa do Sauípe. A escolha do lugar se deu porque meu tio Bob tem uma casa por lá, perfeito pra comer, beber e relaxar. E assim foi. Seis dias de pura paz na linda casa do tio. Não havia nenhum familiar por lá, só eu, Naty e os sapos.<br />
Durante os seis dias, só saímos de casa pra ir ao mercado e um dia fomos à praia&#8230;fora isso, nada. Num desses dias fizemos festa, e o motivo também é muito especial, foi por conta de mais um, eu disse “mais um” encontro: Beatriz Lemos Guelfi, minha amada amiga Bia.<img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="334" class="alignleft size-medium wp-image-4880" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-1-500x334.jpg" alt="bicicleta" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-1-500x334.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-1-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-1-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-1-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/bicicleta-1.jpg 1181w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Meu último encontro com a Bia havia sido exatamente no dia do meu último encontro com o Guto, na minha formatura, no começo de 2012, e agora, revi os dois numa tacada só. Há mais de um ano ela se mudou pra Imbassaí, que fica a 10km da Costa do Sauipe, perfeito. Recebemos essa querida de braços abertos, com o maior amor. Ela levou mais três amigos, Flávia, Thiago e Vinicius, gente fina. Que dia mais gostoso. No dia seguinte nos despedimos tranquilamente, já que em breve eu voltaria a encontrar com ela em Imbassaí, quando eu voltasse, de bicicleta.<br />
Eu e Naty desfrutamos daqueles dias em total harmonia. Pernas pro alto, silêncio, filmes, pipoca, comidas, música, cerveja, vinho e muita conversa boa. A única coisa ruim for ter que ir embora dali. Pior que isso: a despedida. Estou me despedindo de pessoas há 2<br />
anos e meio, mas existem casos em que a coisa dói um pouco mais. Acordei no último dia meio borocochô. O “bom dia” saiu “xoxo”, desanimado&#8230; não era um dia tão bom.<br />
No aeroporto de Salvador nos despedimos com um imenso sentimento de gratidão. Não foi agradável, pelo contrario, foi chato, mas foi lindo. Lembranças que ficarão guardadas pra sempre, com muito carinho, de dias que foram mágicos, sublimes&#8230;<br />
Um beijo a todos, com muito carinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Beto.</p>
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		<title>Semana 107</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-107/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Seconi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2016 18:27:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Próxima parada: Porto de Galinhas. 60km muito bem pedalados das 8h às 13h30, chegamos famintos, comemos e fomos&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-107/">Semana 107</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br">Jornal O Imparcial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Próxima parada: Porto de Galinhas. 60km muito bem pedalados das 8h às 13h30, chegamos famintos, comemos e fomos pro centrinho turístico vender cartões postais. Aproveitamos o din-din e comemos uma deliciosa pizza com cerveja. Ficamos na casa do Leandro, um parceiro que conheci durante a faculdade e que carinhosamente nos convidou pra ficar com ele. Foi tudo muito rápido, quase não paramos em casa, mas foi bom rever esse figura, mesmo que por pouco tempo. No dia seguinte logo cedo seguimos por mais 60km até a praia de Tamandaré, no sul do estado, onde só descansamos e cozinhamos numa gostosa pousada.<br />
E os nossos dias de pedal juntos foram chegando ao fim. Mesmo com o cansaço acumulado, seguimos viagem rumo ao estado do Alagoas, onde findaríamos a aventura a dois. O cansaço foi esquecido logo que cruzamos a fronteira dos estados. Uma linda estrada plana, bem ao lado do mar e dos coqueiros acabou com qualquer dor muscular. E por fim chegamos ao nosso destino, a praia de Maragogi, litoral norte do estado. Paramos no primeiro mercadinho que apareceu na nossa frente e&#8230; saúde!</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="334" class="size-medium wp-image-4859 aligncenter" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/nuvem-500x334.jpg" alt="nuvem" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/nuvem-500x334.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/nuvem-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/nuvem-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/nuvem-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/nuvem.jpg 1181w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Brindamos com uma deliciosa cerveja os nossos 550km, encarados da maneira mais bonita que existe. Uma viagem plena, calma, positiva em todos os aspectos, sem estress ou ansiedade. Eu que já andava viajand</p>
<p>o com a cabeça em outros lugares, voltei a colocar os pés no chão e viver a viagem em harmonia com o tempo, deixando-o agir naturalmente, sem que eu quisesse interferir, assim como sempre foi e como deve ser uma verdadeira viagem de bicicleta. Trajetos curtos, às vezes demorávamos o dia todo pra pedalar 20km, já que o que importa não é o destino, mas o caminho. Paradas no meio da estrada pra qualquer coisa, seja pra comer, tomar água, descansar as pernas, seja pra um cafézinho no posto, ou então, pausas para nada, simplesmente para olhar um pro outro, sorrir e falar qualquer besteira.<br />
Tomamos umas três latas de cerveja, ent<img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="334" class="alignleft size-medium wp-image-4860" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/perna-500x334.jpg" alt="perna" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/perna-500x334.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/perna-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/perna-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/perna-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/perna.jpg 1181w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /> ramos no calmo e verde mar, relaxamos as pernas, tiramos a foto da chegada e começamos a pensar nos próximos planos. Começamos a busca por algum hotel, mas os preços estavam absurdos. Achamos um com um valor mais ou menos e decidimos ficar, porém, uma notícia absurda nos impediu. O rapaz disse que não poderíamos ficar porque não podíamos entrar com as bicicletas. Dessa vez eu me estressei, confesso. Não podia acreditar, que regras são essas? Todo bravinho com as regras inexplicáveis, respirei e relaxei. Até que por fim apareceu um rapaz, já de noite, e disse que poderíamos dormir na casa dele, mas não de graça&#8230; tudo bem, fomos.<br />
No dia seguinte, partimos cedinho pra Maceió. Faltavam 100km, os quais fizemos de ônibus, isso porque os planos para os próximos dias eram maravilhosos. Tinhamos mais seis dias juntos pela frente, e com eles fizemos uma coisa muito gostosa: Nada. Para isso, fomos pra um estado chamado Bahia, onde a pressa não existe, e lá pudemos realizar com sucesso essa árdua tarefa.<img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-4858 alignleft" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/mar-1-500x333.jpg" alt="mar" width="335" height="223" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/mar-1-500x333.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/mar-1-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/mar-1-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/mar-1-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/mar-1.jpg 1772w" sizes="(max-width: 335px) 100vw, 335px" />Por hoje é isso meu povo. Semana que vem vou contar como foram os deliciosos dias na Bahia com deliciosas companhias. Um beijo enorme a todos vocês. Beto.</p>
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		<title>Semana 106</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-106/</link>
		
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		<pubDate>Fri, 01 Jul 2016 17:27:03 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De João Pessoa seguimos pra um lugar livre, leve e solto, literalmente. Pra mim, está na lista das praias mais lindas do Brasil, a praia de Tambaba. Só que lá o negócio é tão livre, que contraditoriamente existem restrições: Proibido o uso de roupa. A vontade de ficar nú era tanta, que tiramos a roupa em João Pessoa mesmo e fomos pedalando peladões até lá.<br />
Brincadeiras a parte, chegamos e discretamente obedecemos às regras. Um certo estranhamento inicial, natural. Logo nos acostumamos e relaxamos. Relaxamos tanto que ficamos até o outro dia. Armamos a barraca de baixo dos coqueiros e passamos uma das noites mais lindas da viagem. Praia só nossa, fogareiro esquentando a comida com amor, jantar na areia e muita felicidade.<br />
Mas melhor do que dormir na praia, é acordar nela. Não existe mau-humor quando o despertador se chama Sol. Bem cedinho, nada como sair da barraca e se espreguiçar com o pé na areia, olhando pro mar e sentindo a sua brisa, misturada com o raios amenos do tal despertador, e tudo isso peladão, que benção.<br />
Fogareiro aceso, só se ouvia o som do mar, das folhas dos coqueiros e do queijo derretendo na frigideira. Enquanto eu buscava a louça que ficou secando em cima das pedras, a Naty preparava com toda calma e amor do mundo, deliciosas tapiocas, com queijo coalho e verduras que sobraram da janta. Café da manhã inesquecível&#8230;<br />
Entramos no mar como viemos ao mundo. Mar bravo, ondas grandes. Pra mergulhar por baixo delas, bunda branca pra fora d´água, um espetáculo da natureza. O mais legal de entrar pelado do mar, é sair dele, ainda mais quando existem alguns senhores na praia, que experiência incrível. Um desses senhores se aproximou, veio puxar papo, haja concentração.<br />
Peladamos, digo, pedalamos até o fim da praia, tiramos as fotos secretas da viagem, colocamos as roupas e voltamos a realidade. Recompostos seguimos rumo ao estado do Pernambuco. Atravessamos o rio que divide os estados já no fim da tarde, depois de 40km pedalados por longas e pesadas ladeiras. Queríamos dormir tranquilos em algum hotel, mas pra isso, deveríamos seguir até a vila de Ponta de Pedra, que ficava 10km pra frente.<br />
O sol se foi e ainda estávamos na estrada, com uma nuvem de mosquitos na cara, muita concentração e paciência. A Naty foi na frente comandando a equipe e eu quase que não consegui acompanhar&#8230;. bichinha invocada, engatou a marcha pesada e arrochou. Pedalamos com força, em silêncio, concentrados. Chegamos felizes, muito felizes e cansados. Cozinhamos dentro do quarto, jantamos e fomos sugados pela cama, que nos proporcionou uma deliciosa noite de sono.<br />
Acordamos com chuva brava e atrasamos a partida, com destino a capital mais louca do nordeste, seria melhor chegar cedo. Força no pedal pra tirar o atraso, chegamos na entrada de Recife no fim da tarde. Mas eu disse “entrada”, e nosso destino ficava na “saída”. Uma imensa capital nos esperava cheia de carros, barulho, fumaça e cheiro de cocô. Cruzamos a cidade já de noite, numa adrenalina que eu particularmente adoro (quando não faço parte dali).<br />
Chegamos às 19h30 na casa de Rafael e da Ludmila, depois de 75km pedalados. O casal é amigo da Naty, agora é meu também. Passamos duas noites com eles, curtindo o aconchego do gostoso apartamento e da companhia pra lá de agradável. Muito obrigado gente, pelas boas conversas e comida rica.<br />
Me despeço por aqui, pessoal. Uma boa semana a todos.</p>
<p>Beto.</p>

<a href='https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-106/13565345_10206206728398259_1000230411_n/'><img loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="4285" data-orig-file="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13565345_10206206728398259_1000230411_n.jpg" data-orig-size="960,640" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;keywords&quot;:&quot;Array&quot;}" data-image-title="13565345_10206206728398259_1000230411_n" data-image-description="" data-medium-file="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13565345_10206206728398259_1000230411_n-500x333.jpg" data-large-file="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13565345_10206206728398259_1000230411_n-660x440.jpg" width="450" height="300" src="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13565345_10206206728398259_1000230411_n-450x300.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13565345_10206206728398259_1000230411_n-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13565345_10206206728398259_1000230411_n-500x333.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13565345_10206206728398259_1000230411_n-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13565345_10206206728398259_1000230411_n-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13565345_10206206728398259_1000230411_n.jpg 960w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></a>
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		<title>Semana 105</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-105-2/</link>
		
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2016 20:22:01 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-4215 alignright" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13487452_10206154558334040_1485886757_n-500x750.jpg" alt="13487452_10206154558334040_1485886757_n" width="311" height="467" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13487452_10206154558334040_1485886757_n-500x750.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13487452_10206154558334040_1485886757_n-60x90.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13487452_10206154558334040_1485886757_n.jpg 640w" sizes="(max-width: 311px) 100vw, 311px" /><br />
O duro foi partir no dia seguinte, mas fomos fortes. Seguimos pela areia da praia, contra o vento, o que alongou os três kilômetros de caminho. Nos disseram que depois do rio encontraríamos uma estrada de terra, doce ilusão! Voltamos tudo. Foi bom por que já estava na hora do almoço e um pessoal lá da vila que estava fazendo uma super feijoada nos convidou pra comer. Não comemos com eles, mas enchemos todos os potes possíveis e seguimos com o tanque cheio. Pegamos novamente a estrada de terra pelo meio dos canaviais, mas logo demos de cara com uma bifurcação e paramos sem saber pra onde ir. Logo apareceu um caminhãozinho, com um casal de senhores super simpáticos, que parou pra nos ajudar: Querem carona? Topamos. 15km na mamata, com vento na cara e sorriso no rosto, que mordomia.<br />
Fomos despachados na praia da Barra da Camaratuba, já no estado da Paraíba, onde almoçamos nossa deliciosa feijoada e seguimos. Mais uma mini balsa, depois uma estradinha de 12km de terra e areia fofa, até por fim alcançar nosso destino, a vila indígena da Baia da Traição, onde passamos uma noite muito bonita, rodeados de pessoas de muita simplicidade. Era a família do Josivânio, amigo que fizemos pelo caminho&#8230;agora explico:<br />
Logo que deixamos o barco e entramos na estradinha de terra, topamos com uma molecada muito engraçada, que naquele momento precisava de ajuda, e dessa vez, o anjo fui eu. Sempre rodeado de hospitalidades e salvamentos relámpagos, dessa vez foi eu quem salvei o passeio de alguém, que bom, me senti bem.<br />
Ei parceiro, tu não tem um remendo de pneu ai?</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="333" class="aligncenter size-medium wp-image-4216" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13487878_10206154558614047_2036550644_n-500x333.jpg" alt="13487878_10206154558614047_2036550644_n" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13487878_10206154558614047_2036550644_n-500x333.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13487878_10206154558614047_2036550644_n-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13487878_10206154558614047_2036550644_n-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13487878_10206154558614047_2036550644_n-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/13487878_10206154558614047_2036550644_n.jpg 960w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Arrumei o pneu da pequena bicicleta de um dos figuras e seguimos viagem todos juntos, já que eles viviam justamente no nosso destino. Um fim de viagem divertidíssimo com os cinco descendentes indígenas, com idades entre 16 e 18 anos, tudo moleque-doido. No meio do caminho, perguntei a eles onde poderíamos dormir quando chegássemos na vila, e sem nenhum drama, Josivânio nos convidou a ficar na casa dele.<br />
&#8211; O mãããe, trouxe uns amigos pra dormir em casa!<br />
&#8211; O maravilha, podem entrar.<br />
Fomos recebidos por dona Josivânia com muito carinho e tranquilidade, em sua humilde e aconchegante casinha de barro. Apesar de ser “mãe-retada”, não se importou com a loucura do filho de levar dois estranhos pra casa. Na realidade me parece que ela adorou. Passamos a noite ouvindo as longas histórias do Josivânio e caímos no sono, como uma criança que dorme ouvindo as histórias da mãe.<br />
Bem cedinho nos alimentamos, agradecemos e partimos. Era domingo, fazia um dia lindo e as estradas que nos esperavam eram na maioria de terra ou areia. Josivânio e seu sobrinho pedalaram 10km com a gente, até a beira de mais um rio que deveríamos atravessar. Conseguimos, depois de certo tempo, algum pescador que nos levasse até o outro lado. Um lugar maravilhoso, deserto, só pra gente. Empurramos felizes a bicicleta por um trecho de areia mole, encontramos a estrada de terra e arrochamos o pedal. Silêncio, paz e uma grande sintonia, o que dispensou muitas palavras, a transmissão de pensamento era suficiente pra comunicação.<br />
Pequenas pausas pra banana com granola, outras pra admirar a paisagem. A estrada de areia que margeava a praia começou a ficar fofa demais, optamos então por descer pra praia, que estava perfeita pra pedalar, já que a maré estava seca. Ótima escolha. Pedalamos por uma das praias mais lindas do nordeste, na minha opinião. Falézias cheias de cores, mar verde e areia branca, uma maravilha. Demos de cara com um pequeno rio que beijava o mar, sem barcos nem balsas que pudessem nos ajudar. A única opção foi se molhar. A maré estava subindo, tínhamos poucos minutos pra passar todas as coisas de um lado pro outro. Força nos braços, bicicletas e alforges no lombo e concentração pra não cair e arruinar todo o equipamento. Parece que tudo foi desenhado pra que as coisas dessem certo naquele dia&#8230;se chegássemos 10 minutos depois já não conseguiríamos atravessar.<br />
Depois de um almoço gostoso seguimos até a última balsa do dia, a qual nos deixaria há poucos quilômetros da capital João Pessoa. Tempo milimetricamente calculado. Chegamos cinco minutos antes da balsa partir, o que nos permitiu chegar na casa de uma linda família que nos esperava, a tempo de conhecer Ana, a mãe de um antigo amigo paraibano, o Pablo.<br />
Pablo estudou comigo há 10 anos, e desde que eu sai de viagem ele me confirmou: Quando chegar em João Pessoa você vai ficar na casa da minha família.<br />
E assim foi. Ele nem estava presente, está morando na Itália, mas fez toda a intermediação pra que eu pudesse conhecer sua mãe, tios e primos. Ana não mora na cidade, mas estava por lá, quase de partida. Chegamos a tempo de um cafezinho fim-de-tarde. Isso tudo aconteceu na casa dos seus tios, Harrison e Magnólia, e dos filhos Harrison, Hugo e Hendel, onde passamos dois aconchegantes noites, cheias de mimo e atenção redobrada. Foi muito bom estar com vocês gente, muito obrigado por tudo.<br />
Por hoje é isso meu povo lindo. Tenham todos uma boa semana.<br />
Beto.</p>
<p>O post <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-105-2/">Semana 105</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br">Jornal O Imparcial</a>.</p>
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		<title>Semana 105</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-105/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Seconi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jun 2016 17:38:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O duro foi partir no dia seguinte, mas fomos fortes. Seguimos pela areia da praia, contra o vento,&#8230;</p>
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Fomos despachados na praia da Barra da Camaratuba, já no estado da Paraíba, onde almoçamos nossa deliciosa feijoada e seguimos. Mais uma mini balsa, depois uma estradinha de 12km de terra e areia fofa, até por fim alcançar nosso destino, a vila indígena da Baia da Traição, onde passamos uma noite muito bonita, rodeados de pessoas de muita simplicidade. Era a família do Josivânio, amigo que fizemos pelo caminho&#8230;agora explico:<br />
Logo que deixamos o barco e entramos na estradinha de terra, topamos com uma molecada muito engraçada, que naquele momento precisava de ajuda, e dessa vez, o anjo fui eu. Sempre rodeado de hospitalidades e salvamentos relámpagos, dessa vez foi eu quem salvei o passeio de alguém, que bom, me senti bem.<br />
Ei parceiro, tu não tem um remendo de pneu ai?<br />
Arrumei o pneu da pequena bicicleta de um dos figuras e seguimos viagem todos juntos, já que eles viviam justamente no nosso destino. Um fim de viagem divertidíssimo com os cinco descendentes indígenas, com idades entre 16 e 18 anos, tudo moleque-doido. No meio do caminho, perguntei a eles onde poderíamos dormir quando chegássemos na vila, e sem nenhum drama, Josivânio nos convidou a ficar na casa dele.<br />
&#8211; O mãããe, trouxe uns amigos pra dormir em casa!<br />
&#8211; O maravilha, podem entrar.<br />
Fomos recebidos por dona Josivânia com muito carinho e tranquilidade, em sua humilde e aconchegante casinha de barro. Apesar de ser “mãe-retada”, não se importou com a loucura do filho de levar dois estranhos pra casa. Na realidade me parece que ela adorou. Passamos a noite ouvindo as longas histórias do Josivânio e caímos no sono, como uma criança que dorme ouvindo as histórias da mãe.<img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="334" class="size-medium wp-image-4122 aligncenter" src="http://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betao-7-500x334.jpg" alt="betao" srcset="https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betao-7-500x334.jpg 500w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betao-7-450x300.jpg 450w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betao-7-660x440.jpg 660w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betao-7-60x40.jpg 60w, https://www.oimparcialmontealto.com.br/wp-content/uploads/betao-7.jpg 1181w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Bem cedinho nos alimentamos, agradecemos e partimos. Era domingo, fazia um dia lindo e as estradas que nos esperavam eram na maioria de terra ou areia. Josivânio e seu sobrinho pedalaram 10km com a gente, até a beira de mais um rio que deveríamos atravessar. Conseguimos, depois de certo tempo, algum pescador que nos levasse até o outro lado. Um lugar maravilhoso, deserto, só pra gente. Empurramos felizes a bicicleta por um trecho de areia mole, encontramos a estrada de terra e arrochamos o pedal. Silêncio, paz e uma grande sintonia, o que dispensou muitas palavras, a transmissão de pensamento era suficiente pra comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Pequenas pausas pra banana com granola, outras pra admirar a paisagem. A estrada de areia que margeava a praia começou a ficar fofa demais, optamos então por descer pra praia, que estava perfeita pra pedalar, já que a maré estava seca. Ótima escolha. Pedalamos por uma das praias mais lindas do nordeste, na minha opinião. Falézias cheias de cores, mar verde e areia branca, uma maravilha. Demos de cara com um pequeno rio que beijava o mar, sem barcos nem balsas que pudessem nos ajudar. A única opção foi se molhar. A maré estava subindo, tínhamos poucos minutos pra passar todas as coisas de um lado pro outro. Força nos braços, bicicletas e alforges no lombo e concentração pra não cair e arruinar todo o equipamento. Parece que tudo foi desenhado pra que as coisas dessem certo naquele dia&#8230;se chegássemos 10 minutos depois já não conseguiríamos atravessar.<br />
Depois de um almoço gostoso seguimos até a última balsa do dia, a qual nos deixaria há poucos quilômetros da capital João Pessoa. Tempo milimetricamente calculado. Chegamos cinco minutos antes da balsa partir, o que nos permitiu chegar na casa de uma linda família que nos esperava, a tempo de conhecer Ana, a mãe de um antigo amigo paraibano, o Pablo.<br />
Pablo estudou comigo há 10 anos, e desde que eu sai de viagem ele me confirmou: Quando chegar em João Pessoa você vai ficar na casa da minha família.<br />
E assim foi. Ele nem estava presente, está morando na Itália, mas fez toda a intermediação pra que eu pudesse conhecer sua mãe, tios e primos. Ana não mora na cidade, mas estava por lá, quase de partida. Chegamos a tempo de um cafezinho fim-de-tarde. Isso tudo aconteceu na casa dos seus tios, Harrison e Magnólia, e dos filhos Harrison, Hugo e Hendel, onde passamos dois aconchegantes noites, cheias de mimo e atenção redobrada. Foi muito bom estar com vocês gente, muito obrigado por tudo.<br />
Por hoje é isso meu povo lindo. Tenham todos uma boa semana.<br />
Beto.</p>
<p>O post <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/semana-105/">Semana 105</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br">Jornal O Imparcial</a>.</p>
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