
A limitação na capacidade de sepulturas no Cemitério Municipal constantemente é um assunto debatido por autoridades e munícipes. Recentemente, a pouca disponibilidade no espaço do local voltou a chamar atenção e preocupa.
Atualmente, o Cemitério Municipal conta com apenas três carneiras simples e um mini jazigo de três gavetas comunitário. Para tentar resolver o problema da lotação, a Prefeitura vem tomando algumas medidas.
Visando uma ampliação do espaço, a Prefeitura já comprou o imóvel ao lado do Cemitério, na rua Dona Áurea com fundos para a Rua Campos Sales, onde serão construídas 107 novos lugares, sendo 27 carneiras simples, 24 de 3 lugares e 1 comunitária de 8 lugares. As obras devem começar em breve, pois já existe uma empresa vencedora na licitação.
Além disso, visando desapropriações futuras, já foram feitas avaliações em mais três casas na rua Campos Sales e foi solicitada avaliação em mais duas na rua Dona Áurea.
A quantidade de carneiras abandonadas também contribui para o problema de esgotamento da capacidade do local. Em levantamento feito no ano passado, chegou-se ao número de 108 carneiras abandonadas.
Na ocasião, foi feito um chamamento através de Decreto, publicado no Diário Oficial da cidade, em jornal de circulação local e no jornal do estado de São Paulo, e nove famílias compareceram e se responsabilizaram na manutenção e limpeza das carneiras, mediante assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta. Dessa forma, restam 99 jazigos abandonados.
No início deste ano, o secretário de Administração, Ulisses Santana e o vereador Mauro Cavaletti estiveram no local, percorrendo todo o espaço, e chegaram à conclusão de que, além das 99 carneiras que farão parte do novo chamamento, há mais 127 que estão em fase de análise para um possível chamamento futuro.
O novo chamamento deverá ser em forma de Lei e não mais de Decreto, como tinha sido feito.
O Poder Público não descarta a construção de um novo Cemitério. O planejamento prevê que o novo local seria no Povoado de Ibitirama, porém, no momento, a obra é inviável para o município de Monte Alto, uma vez que os custos chegariam ao valor de R$12 milhões, comentou o secretário de Administração, Ulisses Santana.

