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	<title>Tico Costa &#8211; Jornal O Imparcial</title>
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	<title>Tico Costa &#8211; Jornal O Imparcial</title>
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		<title>A importância da Feira do Livro</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2026 15:31:49 +0000</pubDate>
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<p>No centro cívico, entre cinema e museus, o cheiro de livros novos misturados ao perfume do café recém-passado que ecoa pelo bairro da Vila Municipal, acontece mais uma edição da Feira do Livro. As crianças correm segurando gibis, os adolescentes tiram fotos para as redes sociais e os mais velhos caminham devagar, como quem procura reencontrar um pedaço da própria memória escondido entre as páginas de um romance antigo.</p>
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<p>Em tempos de telas brilhantes e notificações incessantes, a feira parece um pequeno ato de resistência. Enquanto o mundo acelera os dedos sobre celulares, ali as pessoas ainda desaceleram os olhos sobre as palavras. Ler exige algo raro nos dias atuais: silêncio, atenção e imaginação. Talvez por isso a feira seja tão importante. Ela lembra à sociedade que nem toda conexão precisa de internet; algumas acontecem apenas entre o leitor e o livro.</p>
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<p>No palco principal, um autor da cidade é homenageado. Muitos o conhecem apenas como professor ou como o cara que toca cavaquinho. Mas naquele momento ele representa algo maior: a prova de que a literatura também nasce nas ruas simples, nas escolas públicas, nas conversas de esquina e nas histórias do povo. Homenagear um escritor local é reconhecer que a cultura não mora apenas nas capitais famosas ou nos nomes distantes dos livros didáticos. Ela também pulsa dentro da própria cidade.</p>
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<p>As pessoas ouvem emocionadas os trechos de suas obras. Alguns alunos descobrem, talvez pela primeira vez, que um escritor não é uma figura inalcançável dos retratos antigos, mas alguém de carne, voz e sonhos parecidos com os deles. E isso tem um poder transformador. Quando uma cidade valoriza seus autores, ela ensina aos jovens que suas histórias também merecem ser contadas.</p>
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<p>Ao cair da noite, as luzes da feira refletem nos olhos curiosos das crianças sentadas no chão ouvindo contação de histórias. Os celulares continuam existindo, claro. As redes sociais também. Mas, por algumas horas, os livros vencem a disputa pela atenção humana.</p>
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<p>E talvez essa seja a maior importância de uma Feira do Livro: lembrar que a leitura não serve apenas para formar estudantes, mas para formar pessoas. Pessoas capazes de pensar, sentir, questionar e imaginar um mundo melhor. Porque a tecnologia aproxima dedos; a literatura aproxima almas.</p>
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		<title>Morreram o poeta e a poesia?</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/morreram-o-poeta-e-a-poesia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 16:51:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de tecnologia, onde mora a poesia? Estão extintos a sensibilidade e os poetas? No meio de&#8230;</p>
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<p>Em tempos de tecnologia, onde mora a poesia? Estão extintos a sensibilidade e os poetas? No meio de tanta frieza, futilidade e falta de sabedoria morrem o poeta e a poesia? Uma sociedade que não lê e que não consegue construir uma reflexão, há de entender os versos de um poema? Qual é o futuro das estrofes e dos poetas? O descaso com os livros e a falta de incentivo com a leitura têm gerado uma sociedade desprovida de intelecto e subjetividade. O mundo se tornou objetivo porque se perdeu a sensibilidade. O canto dos pássaros já não chama mais atenção; as cartas de amor não existem mais; as serestas se extinguiram assim como a boa música e a sua melodia de outrora. Tudo virou técnico, objetivo e fútil. A criatividade perdeu espaço. A arte deixou de ser sentimental e emotiva. Típico dos poetas parnasianos que não escreviam sentimentalidades.</p>
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<p>Não caminho mais entre a razão e emoção, porque o homem hodierno se perdeu. Perdeu-se de si ao terceirizar os sentimentos, reflexões e a própria criatividade. Se morre o sentimento, morre a poesia? Se morre a poesia, morre o homem. Não há nenhuma alma que sobreviva sem a arte, seja qual for o seguimento. A palavra é arte; é a matéria prima do poeta. Todavia, o sujeito deste século não verbaliza, não lê, não constrói conhecimento e não tem sensibilidade. O insensível jamais verá arte nas coisas simples da vida. A poesia está em tudo aquilo que tocamos ou vivemos. Viver já é um ato poético, pois o dom da vida é para quem realmente enxerga a sua dádiva. As pessoas não estão vivendo, mas sim, apenas existindo. O existir cabe àquele que não enxerga sensibilidade. São mãos de obra de um mundo frenético que tem como objetivo lucrar, ter e enriquecer.</p>
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<p>Os que vivem, enxergam tudo aquilo que podemos enxergar com poesia. São poucos. Raros, mas existem. São estes que deixarão o legado da arte. São os poetas. A extinção destes artistas das palavras colocaria o homem em desalinho consigo mesmo e com o próprio mundo em que vive. Pobre mundo! Mundo pobre de poesia, de poetas, de sabedoria. Se a terra falasse, seu grito seria de socorro.</p>
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		<title>Professor: profissão insalubre</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/professor-profissao-insalubre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 15:38:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os casos de violência contra o professor têm aumentando nas escolas pelo país. Não só contra docentes, mas&#8230;</p>
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<p>Os casos de violência contra o professor têm aumentando nas escolas pelo país. Não só contra docentes, mas sim com qualquer outro profissional que faz parte da esquipe escolar. Ser professor, há tempos, já virou profissão perigo. Estamos numa guerra contra a sociedade que queremos bem, educá-la e conduzi-la para a realização dos sonhos. Porém, ela nos vê como inimigos. A comunidade vê a escola como antagonista. Regurgitam um ódio enraizado no peito, na alma, na cultura e isso tem colocado a profissão em risco. O mais doloroso nisso tudo é perceber que a escola deixou de ser vista como espaço de transformação para se tornar palco de confrontos, humilhações e desprezo. O professor, que antes era símbolo de respeito e autoridade intelectual, hoje precisa entrar em sala de aula preparado não apenas para ensinar, mas também para suportar ameaças, agressões verbais, intimidações e, em muitos casos, agressões físicas. A lousa já não é o único desafio; o medo também passou a fazer parte da rotina escolar.</p>
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<p>Vivemos numa sociedade adoecida emocionalmente, imediatista e profundamente intolerante. Muitos pais transferiram à escola responsabilidades que deveriam nascer dentro de casa: limites, empatia, respeito e humanidade. Quando a família desacredita o professor diante do aluno, destrói-se qualquer possibilidade de construção coletiva da educação. O estudante aprende, então, que a autoridade do educador pode ser questionada de forma agressiva, debochada ou violenta. E isso se espalha como uma epidemia silenciosa.</p>
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<p>A internet também contribuiu para a banalização da violência e da desmoralização docente. Professores são filmados escondidos, expostos em redes sociais, transformados em memes e alvos de julgamentos cruéis. O conhecimento perdeu espaço para o entretenimento vazio; a reflexão foi substituída pela reação instantânea. Hoje, muitos jovens não enxergam o professor como alguém que constrói caminhos, mas como um obstáculo entre eles e a distração permanente.</p>
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<p>O mais contraditório é que todos dizem valorizar a educação, mas poucos valorizam quem educa. Exigem resultados extraordinários de profissionais esgotados, mal remunerados e emocionalmente sobrecarregados. Cobram da escola aquilo que a própria sociedade abandonou: a formação ética, o senso de coletividade e o respeito ao próximo.</p>
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		<title>A leitura está em alta</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/a-leitura-esta-em-alta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 16:22:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho percebido, ultimamente, alguns murmúrios sobre a nova onda de leitores que está surgindo. Eu a enxergo com&#8230;</p>
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<p>Tenho percebido, ultimamente, alguns murmúrios sobre a nova onda de leitores que está surgindo. Eu a enxergo com bons olhos, visto que vivemos numa sociedade que tem o conhecimento em mãos e de fácil acesso, mas não usufruiu da forma como deveria. A geração de hoje nunca sentirá o peso de uma “ barsa” e o cheiro que tem uma biblioteca municipal. Com o avanço da tecnologia, a sinestesia do peso e do cheiro do conhecimento se degradou ainda mais. Todavia, não posso afirmar que houve uma perda absoluta — talvez estejamos diante de uma ressignificação do ato de ler.</p>
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<p>O leitor contemporâneo já não se prende, necessariamente, ao silêncio solene das estantes ou à linearidade das páginas impressas. E isto tem causado a perda de um lado afetivo e memorável para a construção do conhecimento. Antes, a biblioteca das escolas era um espaço para os encontros de leitura; hoje, um refúgio para escapar da busca do conhecimento. Cientificamente, os males que o excesso das telas traz à sociedade tem gerado preocupação nas instituições de ensino e família. A saída para o vício das telas começa na iniciação pela leitura, pela arte e pela música. A leitura precisa deixar de ser vista como obrigação e passar a ser experimentada como descoberta, como ferramenta de autonomia e de construção de identidade.</p>
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<p>Há movimentos espalhados pelo mundo que estão mudando o comportamento e estão deixando seus aparelhos de lado. A leitura, aos poucos vai retomando os espaços que ocupava antigamente. Vai construindo pequenas sociedades leitoras que estão disseminando o gosto e a importância do ato de ler. Entre o peso das antigas enciclopédias e a leveza dos dispositivos digitais, há um caminho a ser construído. Não se trata de escolher entre o passado e o presente, mas de compreender que o verdadeiro valor da leitura não está no suporte, e sim na capacidade de transformar o sujeito que lê. Para que isso aconteça, é necessário que se abra os olhos para a realidade de uma sociedade enferma e desprovida de intelecto. Não precisamos chegar ao fundo do poço para enxergar a enfermidade social e cognitiva que estamos enfrentando. A partir do momento em os olhos são abertos, enxerga-se a luz. O brilho da esperança nos coloca no mundo dos livros e nos constrói leitores. Está acontecendo!</p>
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		<title>O consumo de “Brain rot”</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/o-consumo-de-brain-rot/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 17:09:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há tempos que venho falando sobre a futilidade das redes sociais e o tanto que crianças e adolescentes&#8230;</p>
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<p>Há tempos que venho falando sobre a futilidade das redes sociais e o tanto que crianças e adolescentes – adultos também – têm consumido o nível mais baixo de conteúdos inúteis dentro delas. A cada mês é uma expressão que surge, uma dança, uma trend. E assim vai brotando um brain rot atrás do outro. E assim vai o cognitivo apodrecendo aos poucos. O que me assusta é a quantidade de comprovações feita pela ciência alertando sobre os perigos do consumo excessivo das telas, jogos e qualquer atividade ligada ao celular, que são ignorados pela família. Quando olho para o comportamento atual de muitos jovens, percebo uma dificuldade crescente de concentração, uma impaciência diante de conteúdos mais longos e uma dependência quase automática de estímulos rápidos. Isso não surge do nada. Pesquisas recentes apontam que o consumo excessivo de conteúdos digitais fragmentados — como vídeos curtos e redes sociais — está associado à redução da atenção, ao cansaço mental e até à piora no desempenho cognitivo.</p>
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<p>Eu não posso ignorar um dado particularmente alarmante: há evidências de que o excesso de tempo de tela pode afetar estruturas do cérebro. Estudos indicam que isso pode levar ao afinamento do córtex cerebral — área responsável por memória, tomada de decisão e raciocínio — além de redução da massa cinzenta. Quando leio isso, fico pensando: que tipo de inteligência estamos cultivando?</p>
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<p>Ao mesmo tempo, vejo que não é apenas uma questão biológica, mas também cultural. O chamado brain rot tem sido descrito como o resultado da exposição contínua a conteúdos “triviais ou pouco desafiadores”, uma espécie de “junk food mental” . E essa metáfora é extremamente precisa: assim como o corpo adoece com uma alimentação pobre, a mente também se enfraquece quando se alimenta apenas de superficialidade. Sinto que há uma perda silenciosa acontecendo — não neces-sariamente da inteligência em si, mas daquilo que sustenta o pensamento crítico: o tempo, o esforço e a profundidade. Pensar exige pausa. Exige desconforto. Exige concentração prolongada. E tudo isso vai na contramão da lógica dos conteúdos rápidos que dominam o cotidiano digital.</p>
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<p>Ainda assim, não acredito que seja um caminho sem volta. A própria ciência indica que esses efeitos podem ser revertidos com mudanças de hábitos, como redução do tempo de tela e estímulos cognitivos mais ricos. Isso me faz pensar que a questão não é a tecnologia em si, mas a forma como a utilizamos. Fica aqui uma reflexão com uma inquietação pessoal: se continuarmos consumindo apenas o que é fácil, rápido e superficial, estaremos abrindo mão, pouco a pouco, daquilo que nos torna verda-deiramente humanos — a capacidade de pensar profundamente.</p>
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		<title>Fim das redes sociais!?</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/fim-das-redes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 15:48:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O século XXI talvez esteja assistindo a um fenômeno paradoxal: nunca estivemos tão conectados — e, ao mesmo&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/fim-das-redes-sociais/">Fim das redes sociais!?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br">Jornal O Imparcial</a>.</p>
]]></description>
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<p>O século XXI talvez esteja assistindo a um fenômeno paradoxal: nunca estivemos tão conectados — e, ao mesmo tempo, tão fragilizados. As redes sociais, que surgiram como promessa de aproximação e democratização da comunicação, passam a ser cada vez mais questionadas como potenciais agentes de adoecimento coletivo. A longo prazo, não é absurdo imaginar um cenário de declínio ou profunda transformação dessas plataformas, impulsionado por evidências científicas, pressão social e responsabilizações jurídicas. Dados recentes mostram que o problema não é pontual. Estudos indicam que o uso excessivo das redes está associado ao aumento de ansiedade, depressão e sofrimento psicológico, especialmente entre jovens. Embora a ciência ainda debata a relação direta entre redes sociais e suicídio, o crescimento simultâneo do uso dessas plataformas e das taxas de suicídio entre jovens levanta um alerta preocupante.</p>
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<p>Nesse contexto, o debate deixa de ser apenas acadêmico e passa a ocupar os tribunais. Empresas como Facebook, Instagram e TikTok têm sido alvo de processos judiciais que alegam manipulação algorítmica para maximizar o tempo de uso, ignorando os impactos psicológicos sobre os usuários. Em alguns casos recentes, tribunais norte-americanos reconheceram danos à saúde mental, abrindo precedentes para novas ações. Especialistas em saúde mental e tecnologia vêm reforçando a gravidade do cenário. Relatórios internacionais apontam que os danos causados pelas redes sociais em adolescentes já são suficientemente amplos para gerar efeitos em nível populacional. Autoridades de saúde classificam o impacto das redes como um desafio urgente de saúde pública.</p>
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<p>O possível “fim” das redes sociais, portanto, não precisa ser entendido como desaparecimento, mas como transformação. Caso contrário, correm o risco de serem rejeitadas não apenas pelos tribunais, mas pela própria sociedade que um dia ajudaram a conectar. No fundo, a reflexão que permanece é inquietante: se a tecnologia que deveria aproximar vidas está contribuindo para destruí-las, talvez o problema não esteja apenas no uso — mas na própria lógica que sustenta essas redes.</p>
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		<title>Eca Digital</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/eca-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 16:24:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No documentário “Dilema das redes” há duas frases que eu sempre uso quando o assunto é tecnologia/rede social.&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
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<p>No documentário “Dilema das redes” há duas frases que eu sempre uso quando o assunto é tecnologia/rede social. A primeira é &#8220;Existem apenas duas indústrias que chamam seus clientes de &#8216;usuários&#8217;: a das drogas ilegais e a de softwares/redes sociais.&#8221;Isso retrata o mau caminho que estamos colocando nossos filhos, alunos e crianças. Desde a primeira infância, estamos criando usuários que estão adoecendo ao longo do tempo: ansiedade, depressão e nomofobia. A outra frase que sempre cito, do dramaturgo grego Sófocles, é “Nada de grandioso entra nas vidas dos mortais sem uma maldição.” Talvez esta seja a mais impactante pelo contexto que estamos vivendo.</p>
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<p>As tecnologias têm avançado de uma forma assustadora. A nova geração tem ingerido todo tipo de procrastinação. A rolagem infinita dos seus aparelhos móveis tem deixado nossas crianças desprovidas de sentimento e conhecimento. A terceirização da família em relação à educação dos filhos pelos aparelhos móveis tem deixado esta geração doente, reclusa e antissocial. Filhos trancados em quartos não estão estudando, mas sim se isolando da realidade que os cerca e alimenta a utopia das redes dos filtros e da convivência social.</p>
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<p>Para amenizar os impactos e a alta exposição a que os nossos filhos e alunos estão submetidos, entrou em vigor no dia 17 de março de 2026 o ECA digital. Esta consiste no compartilhamento das responsabilidades entre os usuários. Isto significa que a proteção da criança no ambiente digital é um dever dividido entre Família, Sociedade e Plataformas. Usuários, família e Estado perderam o controle do tempo de uso de telas e do que filhos, alunos e crianças estão fazendo dentro das suas redes. Aferição de idade, segurança por padrão, ferramenta de supervisão parental, publicação contra a publicidade e direcionada moderação de conteúdo são os principais pontos abordados no novo estatuto. Para isso, é preciso a conscientização, principalmente da família. A escola tem feito a sua parte e está protegida pela Lei Federal que proíbe o uso dos celulares na sala de aula. Cabe, agora, à família a conscientização sobre o uso excessivo e descontrolado das redes.</p>
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		<item>
		<title>Em meio ao caos, o curioso mórbido</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/em-meio-ao-caos-o-curioso-morbido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 15:39:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eu sempre defendi que a escola não deveria trabalhar apenas conteúdos ligados à literatura, matemática, geografia. É preciso&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/em-meio-ao-caos-o-curioso-morbido/">Em meio ao caos, o curioso mórbido</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br">Jornal O Imparcial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
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<p>Eu sempre defendi que a escola não deveria trabalhar apenas conteúdos ligados à literatura, matemática, geografia. É preciso ir muito além do pedagógico dos livros didáticos. O que falta na escola é humanidade, empatia, respeito. Outrora, esses quesitos eram ensinados em casa. Sabemos que as gerações mudam, os comportamentos são outros e que as famílias já não são mais as mesmas. Há tempos que venho percebendo um comportamento cultural que ocorre quando estamos velando alguém e que, pelo que me recordo nunca fora trabalhado em sala de aula: o curioso mórbido. A falta de empatia e da ética é o outro desafio a ser enfrentado pelas famílias quando estão no momento doloroso.</p>
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<p>Este indivíduo, o curioso mórbido – é aquele que comparece ao velório não apenas para expressar condolências, mas para observar o corpo, saber detalhes da morte ou comentar sobre as circunstâncias do falecimento, ocasionando um total desrespeito à família e amigos. Essa curiosidade, embora muitas vezes silenciosa, pode gerar situações constrangedoras devido a perguntas indiscretas. Por aqui, o velório acaba, em certos casos, tornando-se um ponto de encontro motivado mais pela curiosidade do que pelo sentimento de solidariedade. Parte desse comportamento também pode ser explicada pela falta de formação social sobre o luto e o respeito ao funeral. A escola, que tem papel importante na formação ética e cidadã dos indivíduos, raramente aborda temas como a morte, o luto e os rituais de despedida.</p>
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<p>Em geral, a educação formal concentra-se em conteúdos acadêmicos e deixa de lado discussões fundamentais sobre convivência social, empatia e respeito em momentos delicados da vida. O funeral não é um espetáculo nem um evento social comum; trata-se de um ritual cultural de despedida, destinado principalmente a oferecer conforto à família e permitir que amigos e parentes prestem suas últimas homenagens. Sem essa compreensão, algumas pessoas reproduzem comportamentos inadequados, como comentários impróprios, fotografias ou perguntas invasivas.</p>
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<p>É preciso dar um basta nesta cultura através de campanhas de conscientização nas escolas e redes sociais. O curioso mórbido está mais interessado na sua dor do que o conforto do nosso coração. A curiosidade nunca será bem-vinda quanto estamos nos despedindo de alguém. Respeito e empatia devem ser primordiais. Que assim seja!</p>
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		<title>Os oito de março</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 16:00:28 +0000</pubDate>
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<p>Ao longo da história da humanidade e das suas diferentes culturas, temos observado a forma como a sociedade trata a mulher em todas as suas esferas, seja política, cultural e social. As altas taxas de feminicídeos têm provado que estamos muito distantes de proteger a vida da mulher dentro do seu espaço, inclusive, no mercado de trabalho. Se a sociedade evoluiu, é preciso que a mentalidade retrógada patriarcal e machista seja totalmente abolida. Não há mais espaço para determinados comportamentos, julgamentos e preconceitos em relação ao papel da mulher. E isso não deve partir apenas de cada individuo: é preciso corrigir os grupos que agridem verbalmente, mentalmente ou qualquer outra conduta que exponha o nome, corpo e conduta feminina. Não me refiro ao eu, mas sim a nós. A correção deve partir dos grupos e hostilizar qualquer conduta que coloque a mulher como objeto, seja na fala, na postura e no comportamento.</p>
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<p>Conforme o que foi dito, se o pensamento da sociedade e suas culturas evoluem, é preciso que a relação homem/mulher, enquanto indivíduos que dividem o mesmo espaço, evolua também dentro de uma igualdade que ao longo do tempo tentaram negar. Não se negam direitos pelo gênero, nem pela força e nem pela formação. Direitos são direitos independentemente de tudo. Os espaços não devem ser tomados apenas por homens. Política, ciência e filosofia também têm a sua representatividade feminina. O que parece acontecer é o medo que os homens têm de serem subordinados a uma mulher. É o único motivo para os machistas não aceitarem esta representatividade. Há feitos de mulheres nos séculos passados que não ganharam notoriedade simplesmente por serem mulheres. Esta não aceitação da capacidade e inteligência feminina coloca o homem como um verdadeiro indivíduo cujas ações superadas pelo sexo oposto o colocam como ser totalmente inferiorizado. Resumindo: um verdadeiro frouxo.</p>
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<p>A frouxidão masculina não se dá apenas na falta da sua masculinidade em ser provedor, mas também por achar que a mulher é fraca o suficiente ao ponto de não ter a sua liberdade como mulher. O pensamento machista ainda consome a sociedade e, infelizmente, assim como outros comportamentos discriminatórios, surge dentro dos lares patriarcais onde há submissão, violência física e verbal. É preciso mudar. Ou mudamos, como homem, ou seremos cúmplices de toda violência praticada pelo outro. É necessário a mudança para que haja liberdade e esperança nos oito de março da vida.</p>
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		<title>O samba deve ser ensinado nas escolas</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 16:10:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em cada canto do país tem uma criança batucando em alguma coisa. Não há como esconder a verdadeira&#8230;</p>
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<p>Em cada canto do país tem uma criança batucando em alguma coisa. Não há como esconder a verdadeira essência do povo. O samba, antes de tornar o que é, sofreu preconceito e derrubou barreiras inimagináveis. Ele sempre pediu espaço para ser cantado. O samba mostra a realidade de uma gente sofrida e batalhadora. É o verdadeiro retrato deste país que, apesar dos pesares, está sempre de cabeça erguida e com um sorriso no rosto.</p>
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<p>A Lei 10.639/2003 da LDB estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira em todas as escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas. Porém, não é o que realmente acontece. É preciso mostrar na prática. Todo espaço escolar deveria ter uma bateria de escola de samba ao invés das fanfarras – com todo respeito. Estas, historicamente, eram usadas num contexto militar para que as forças armadas se comunicassem nas batalhas e marchas. Aquelas nasceram nos terreiros cariocas por volta dos anos de 1920. Uma lutava contra as guerras ideológicas impostas pelos poderosos; a outra lutava contra um sistema que a reprimia e a discriminava. Baterias de escola de samba gritam mais do que as fanfarras não só pela história que carregam, mas também pela força que o negro teve em tentar trazer alegria ao seu povo mesmo com tanta repressão e preconceito. Cada barulho de um surdo tocado é um grito de liberdade que ecoa na nossa sociedade.</p>
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<p>Todavia, parece-me que falar de cultura, samba e religiões de matrizes africanas ainda incomoda muita gente. Veja bem, eu disse “falar de religiões de matrizes africanas” e não cultuá-las. Eu sei que o Estado é laico e que continue assim. O que quero dizer é que o respeito deve imperar antes de qualquer coisa. Na escola, por mais que não seja uma obrigatoriedade do responsável pela educação, ensinamos também respeito e empatia. Através do som dos tamborins e afins conseguimos trabalhar os comportamentos humanos, porque a música faz com que os corações vibrem juntos e coloca todas as almas, independentemente das divergências, para dançarem no mesmo palco da vida. Os versos de um samba podem salvar muitas vidas e a síncope da sua batucada pode salvar a sociedade da ignorância, do preconceito e da intolerância religiosa. Pensemos sobre! A escola, assim como o samba, agoniza, mas não morre.</p>
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