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	<title>Tico Costa &#8211; Jornal O Imparcial</title>
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	<title>Tico Costa &#8211; Jornal O Imparcial</title>
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		<title>A democracia e o perigo da ignorância política</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/a-democracia-e-o-perigo-da-ignorancia-politica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 16:13:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A democracia costuma ser apresentada como o regime em que diferentes ideias podem conviver, disputar espaços e buscar&#8230;</p>
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<p>A democracia costuma ser apresentada como o regime em que diferentes ideias podem conviver, disputar espaços e buscar o apoio da sociedade. Entretanto, justamente porque permite a divergência, ela também revela suas próprias contradições. Democracias não são iguais entre si: possuem histórias, instituições, culturas políticas e níveis distintos de participação social. O problema começa quando a divergência deixa de ser resultado do pensamento crítico e passa a ser alimentada pela ignorância, pela intolerância e pela manipulação.</p>
</div>
<div>
<p>Divergir é uma característica saudável da democracia. Uma sociedade democrática não precisa pensar de maneira uniforme. Ao contrário, precisa garantir que diferentes opiniões possam ser expressas, questionadas e confrontadas por argumentos. O perigo surge quando o debate político abandona os fatos e se transforma em uma disputa de crenças, ressentimentos e informações falsas. Nesse cenário, a liberdade de escolha permanece, mas a qualidade das escolhas pode ser profundamente comprometida.</p>
</div>
<div>
<p>A ignorância política não significa simplesmente não conhecer todos os assuntos relacionados à política. Ninguém é obrigado a dominar a complexidade do Estado, da economia ou das instituições.</p>
</div>
<div>
<p>É nesse ponto que a democracia pode se tornar vulnerável. Um eleitor que desconhece o funcionamento das instituições pode ser facilmente convencido de que soluções simples resolvem problemas complexos. Um cidadão que não verifica informações pode transformar boatos em verdades. Uma sociedade que abandona a leitura, a reflexão e o diálogo.</p>
</div>
<div>
<p>No fim, a democracia não corre perigo apenas quando alguém tenta silenciar o povo. Ela também corre perigo quando o próprio povo deixa de pensar, de questionar e de buscar compreender. A ignorância pode transformar a liberdade em instrumento de manipulação; o pensamento crítico, ao contrário, transforma a liberdade em responsabilidade. E talvez essa seja uma das maiores exigências de qualquer sociedade democrática: não apenas ter o direito de escolher, mas possuir conhecimento suficiente para compreender o peso de cada escolha.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>E se os políticos ganhassem como professores?</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/e-se-os-politicos-ganhassem-como-professores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 16:09:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>E se os políticos ganhassem como professores? Teríamos candidatos? E se os professores ganhassem como políticos? Teríamos mais&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>
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<p>E se os políticos ganhassem como professores? Teríamos candidatos? E se os professores ganhassem como políticos? Teríamos mais educadores? São perguntas incômodas porque não discutem apenas dinheiro. Elas revelam aquilo que uma sociedade decide valorizar. Imagine, por um instante, que os salários dos políticos fossem equivalentes aos dos professores. Será que continuaria existindo tanta disputa por cargos públicos? Será que o interesse pela política permaneceria o mesmo? Quantos ainda estariam dispostos a enfrentar campanhas, exposição, críticas e longas disputas eleitorais se a recompensa financeira fosse semelhante àquela recebida por quem passa décadas dentro de uma sala de aula?</p>
</div>
<div>
<p>Agora invertamos a pergunta. E se um professor recebesse uma remuneração compatível com a responsabilidade que carrega? E se sua formação fosse permanentemente valorizada? E se preparar uma aula, corrigir atividades, acompanhar dificuldades, lidar com conflitos, orientar jovens e participar da construção de cidadãos fosse reconhecido como uma das tarefas mais importantes de uma sociedade? Teríamos mais professores? Talvez a questão mais profunda não seja saber se haveria mais candidatos ou mais educadores. A pergunta deveria ser: o que estamos dizendo sobre nós mesmos quando escolhemos quem merece ser valorizado? Um político administra interesses públicos durante um determinado período. Um professor, entretanto, participa da formação das pessoas que futuramente ocuparão todos os espaços da sociedade — inclusive os espaços de poder.</p>
</div>
<div>
<p>O professor ensina aquele que poderá se tornar médico, engenheiro, empresário, trabalhador, cientista, artista, servidor público ou político. Há, portanto, uma ironia silenciosa: muitas vezes, quem forma aqueles que decidirão os rumos do país recebe menos reconhecimento material e social do que aqueles que posteriormente ocuparão os cargos para os quais foram preparados. Não se trata de afirmar que políticos não devam ser remunerados adequadamente, nem de transformar professores em heróis sacrificados. Trata-se de questionar uma lógica social na qual determinadas funções parecem receber reconhecimento muito maior do que outras, apesar de todas dependerem, em alguma medida, da educação. Em vez de perguntar “por que faltam professores?”, deveríamos perguntar “o que estamos fazendo para que ensinar continue sendo uma profissão desejada?”</p>
</div>
<div>
<p>A resposta talvez revele muito mais sobre as prioridades de uma sociedade do que qualquer discurso eleitoral. Porque, no fim, políticos passam. Professores permanecem. E, muitas vezes, aquilo que um professor ensina em uma sala de aula continua produzindo efeitos muito depois que o mandato de um político termina.</p>
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		<title>Entre a proteção do aluno e a proteção do professor</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/entre-a-protecao-do-aluno-e-a-protecao-do-professor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 17:29:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A escola deveria ser, antes de tudo, um espaço de direitos, deveres, respeito e convivência. Entretanto, no cotidiano&#8230;</p>
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<p>A escola deveria ser, antes de tudo, um espaço de direitos, deveres, respeito e convivência. Entretanto, no cotidiano escolar, existe uma percepção cada vez mais presente entre professores: as normas destinadas a proteger os alunos são amplas e rigorosamente cobradas, enquanto as garantias relacionadas à autoridade, à dignidade e à segurança do professor parecem ocupar um espaço secundário. Não se trata de questionar a importância da proteção dos estudantes. Crianças e adolescentes precisam, evidentemente, estar protegidos contra violência, abuso, negligência, discriminação e qualquer forma de violação de seus direitos. O problema surge quando a proteção é interpretada apenas em uma direção, como se o professor fosse sempre o responsável pela situação e o aluno estivesse permanentemente na condição de vítima.</p>
</div>
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<p>O professor também é um cidadão, um trabalhador e um sujeito de direitos. Está diariamente exposto a situações de desrespeito, ameaças, agressões verbais, constrangimentos, exposição indevida nas redes sociais e, em alguns casos, até agressões físicas. Ainda assim, muitas vezes, espera-se que ele suporte essas situações em nome da chamada “função educativa”. Há uma contradição preocupante quando se exige do professor equilíbrio emocional, responsabilidade, ética e respeito — exigências absolutamente legítimas —, mas não se discute com a mesma intensidade o dever do estudante de respeitar aqueles que estão diante dele para ensinar. A educação em direitos não pode significar apenas conhecer aquilo que o aluno pode exigir; precisa também ensinar aquilo que ele deve respeitar.</p>
</div>
<div>
<p>Uma educação verdadeiramente democrática não pode construir direitos de um lado e silêncio do outro. Deve estabelecer claramente os limites, as responsabilidades e as consequências para todos os envolvidos. O professor não pode ser transformado em um agente sem voz dentro da própria sala de aula, assim como o estudante não pode ser privado de seus direitos. Porque educar não é apenas proteger. É também ensinar que todo direito pressupõe responsabilidade, todo espaço coletivo exige respeito e toda liberdade encontra seu limite no direito do outro.</p>
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		<title>As caras da esperança!?</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/as-caras-da-esperanca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 16:46:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pelas ruas, elas surgem aos poucos. Espalham-se pelas esquinas, pelos outdoors, pelas fachadas. São muitas caras, muitos sorrisos,&#8230;</p>
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<p>Pelas ruas, elas surgem aos poucos. Espalham-se pelas esquinas, pelos outdoors, pelas fachadas. São muitas caras, muitos sorrisos, muitos olhares que parecem conhecer o caminho para um país melhor. Em cada rosto, uma promessa. Em cada sorriso, a certeza de que, desta vez, talvez tudo possa mudar. São as caras da esperança. Ou seriam?</p>
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<p>A pergunta parece inevitável quando olhamos para a educação brasileira. Há décadas, ouvimos discursos sobre transformação, futuro, investimento, valorização dos professores e oportunidades para os jovens. As palavras mudam, os rostos mudam, os slogans mudam. Mas, em muitos aspectos,a escola continua esperando: esperando melhores condições, por professores valorizados, por políticas públicas que sobrevivam aos calendários eleitorais, esperando que o estudante brasileiro não seja apenas um número em uma estatística, mas alguém que tenha, de fato, a possibilidade de construir seu próprio futuro.</p>
</div>
<div>
<p>Talvez exista algo de contraditório nas propagandas políticas espalhadas pela cidade. Os rostos estão sempre prontos para sorrir, enquanto a educação nem sempre encontra motivos para fazê-lo. As fotografias são cuidadosamente produzidas, mas a realidade das escolas não cabe em uma fotografia. Não cabe em um slogan. Não cabe em uma promessa de poucos segundos.</p>
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<div>
<p>Por isso, diante de tantas caras sorridentes, talvez seja necessário fazer uma pergunta incômoda: quantas dessas faces continuarão olhando para a educação depois que os cartazes forem retirados? Não se trata de negar a esperança. Pelo contrário. Talvez seja justamente porque ainda acreditamos na educação que precisamos desconfiar de uma esperança construída apenas com imagens. Um país que permanece estagnado educacionalmente não precisa apenas de novos rostos. Precisa de novas atitudes. Precisa transformar promessa em política, discurso em ação e campanha em compromisso permanente. As caras mudam. Os muros mudam. Os slogans mudam. Mas as salas de aula continuam lá. E nelas estão os mesmos professores tentando ensinar, os mesmos estudantes tentando aprender e uma geração inteira esperando que o país decida, finalmente, que educação não pode ser apenas uma promessa conveniente em tempos de eleição.</p>
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<div>
<p>Talvez aquelas caras sejam, sim, a esperança. Talvez não sejam. O ponto de interrogação do título permanece porque ainda não sabemos.</p>
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		<title>Tomamos uma pisa do PISA</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/tomamos-uma-pisa-do-pisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 16:11:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há derrotas que acontecem no campo. Outras, nas urnas. Algumas acontecem silenciosamente, dentro de uma sala de aula,&#8230;</p>
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<p>Há derrotas que acontecem no campo. Outras, nas urnas. Algumas acontecem silenciosamente, dentro de uma sala de aula, quando um jovem olha para uma questão e não consegue compreender o que está escrito. Os resultados do PISA 2025 não deveriam ser apenas números em uma tabela. Deveriam ser um alerta. O Brasil continua abaixo da média da OCDE em matemática, leitura e ciências, revelando uma defasagem educacional que não pode mais ser tratada como algo normal. Por trás de cada percentual existe um estudante. Um futuro. Uma oportunidade que pode estar sendo perdida. E esse cenário se torna ainda mais preocupante quando observamos a relação entre educação, telas e inteligência artificial.</p>
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<div>
<p>Nunca tivemos tanto acesso à informação. Nunca foi tão fácil pesquisar, resumir, traduzir, calcular ou produzir um texto. Entretanto, acesso à informação não significa conhecimento. A inteligência artificial pode ser uma extraordinária ferramenta pedagógica. O perigo surge quando ela deixa de auxiliar o pensamento e passa a substituí-lo. O estudante pede uma redação à máquina, copia a resposta e entrega a atividade. A tarefa foi concluída. Mas será que houve aprendizagem? A máquina respondeu. O estudante não pensou. O mesmo acontece com o uso indiscriminado das telas. Celulares, vídeos curtos, notificações e redes sociais disputam permanentemente a atenção dos jovens.</p>
</div>
<div>
<p>A escola, por sua vez, exige justamente o contrário: concentração, leitura, paciência, interpretação e reflexão. O problema não é a tecnologia. É quando a tecnologia passa a controlar a nossa atenção. Não é a inteligência artificial. É quando deixamos de utilizar a nossa própria inteligência. Precisamos compreender que aprender continua sendo um processo que exige esforço. É preciso ler, errar, escrever, reescrever, questionar e tentar novamente. Não existe aplicativo capaz de realizar esse trabalho pelo estudante. Quem não lê tem dificuldade para compreender o mundo. Quem não interpreta pode ser facilmente manipulado. Quem não questiona pode aceitar como verdade aquilo que uma máquina, um algoritmo ou qualquer outra pessoa lhe apresenta. Por isso, nosso desafio não é afastar a tecnologia da escola. É colocá-la em seu devido lugar. Precisamos ensinar nossos jovens a utilizar a inteligência artificial sem terceirizar a própria inteligência.</p>
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<p>Tomamos uma pisa do PISA, mas ainda podemos levantar. Desde que tenhamos coragem de reconhecer que uma educação de qualidade não se constrói com atalhos, respostas prontas ou telas cada vez mais rápidas. Constrói-se com professores valorizados, estudantes leitores e, acima de tudo, seres humanos capazes de pensar.</p>
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		<item>
		<title>Rico de Conhecimento, não de Dinheiro</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/rico-de-conhecimento-nao-de-dinheiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 16:13:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há uma riqueza que não cabe em cofres, não se mede em contas bancárias e não pode ser&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
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<p>Há uma riqueza que não cabe em cofres, não se mede em contas bancárias e não pode ser comprada em nenhuma loja: a riqueza do conhecimento. É nessa riqueza que o professor encontra seu verdadeiro patrimônio. Seu trabalho pode não o tornar financeiramente rico, mas lhe permite acumular algo que o dinheiro jamais será capaz de comprar: a capacidade de transformar vidas por meio da educação. Ser professor é carregar consigo um patrimônio construído por estudos, experiências, leituras, descobertas, perguntas e, sobretudo, pelo desejo de ensinar. Cada aula representa uma oportunidade de compartilhar esse patrimônio com outras pessoas. E, quando um professor ensina, ele não perde conhecimento; ao contrário, multiplica-o. Uma ideia ensinada a um aluno pode alcançar dezenas, centenas ou milhares de outras pessoas ao longo do tempo.</p>
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<p>O trabalho docente constrói algo que dinheiro algum pode pagar. O professor participa da formação de profissionais, pesquisadores, artistas, cidadãos, líderes e, principalmente, seres humanos capazes de pensar, questionar e transformar a realidade. Muitas vezes, ele jamais verá o resultado completo de seu trabalho. Um aluno pode se tornar um grande profissional anos depois, constituir uma família, desenvolver uma pesquisa ou contribuir para a sociedade sem sequer perceber que, em algum momento de sua trajetória, uma palavra de um professor foi determinante para sua caminhada.</p>
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<p>Vivemos, entretanto, em uma sociedade que frequentemente valoriza aquilo que pode ser comprado, exibido e acumulado. Carros, casas, roupas, celulares, viagens e outros bens materiais passaram a ocupar um espaço enorme na definição do que significa “ter sucesso”. Em meio a essa lógica, existe o risco de que o conhecimento, a cultura, a reflexão e o intelecto sejam tratados como elementos secundários, como se aquilo que não produz riqueza imediata tivesse pouco valor.</p>
</div>
<div>
<p>É justamente nesse cenário que o professor se torna ainda mais importante. Quando o mundo valoriza excessivamente o ter, o professor precisa continuar defendendo o ser e o pensar. Seu trabalho lembra à sociedade que uma pessoa não vale apenas pelo que possui, pelo salário que recebe ou pelos bens que consegue acumular. Existe uma riqueza interior formada pelo conhecimento, pela capacidade crítica, pela sensibilidade, pela ética e pela compreensão do mundo. O professor pode não deixar aos seus alunos uma herança financeira. Deixa algo maior: a possibilidade de construírem a própria história. E talvez essa seja uma das formas mais nobres de riqueza que um ser humano pode oferecer a outro.</p>
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		<title>Quem é que te influencia?</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/quem-e-que-te-influencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 16:25:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vivemos num tempo em que surgem indivíduos autointitulados de influenciadores disputando espaços e conteúdos que não nos agregam&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
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<p>Vivemos num tempo em que surgem indivíduos autointitulados de influenciadores disputando espaços e conteúdos que não nos agregam em nada. Alguns se comportam como donos de uma verdade que não conhecem e querem nos ensinar o que nunca conseguiram aprender. Rolamos uma tela infinda atrás de fatos inúteis e engraçados apenas para procrastinação e para liberação de dopamina. Enquanto isso, o professor dentro da sala de aula gasta saliva, tempo e paciência para ensinar aquele que não quer aprender e que tumultua um espaço destinado à socialização e busca pelo saber. A saliva é gasta porque verbalizamos para as paredes; o tempo, porque estamos ensinando para nós mesmos que sempre aprendemos algo a mais ao prepararmos as aulas; paciência para lidar com a indisciplina e com a quantidade de informações superficiais que os alunos trazem para o cotidiano escolar.</p>
</div>
<div>
<p>Lidar com conteúdos frívolos é a grande decepção do professor. Enquanto estamos falando de literatura, matemática ou qualquer outro assunto que traga determinado conhecimento na vida deste estudante, as atenções estão voltadas para o mundo das redes, tecnologias e das bestialidades ditas por pessoas que não sabem editar um texto no “Word” e querem mostrar suas futilidades em troca de curtidas e compartilhamentos. Enquanto isso, o professor sangra em ensinar e mostrar o conhecimento que, aos poucos, tem sido menosprezado por famílias e alunos. Quando digo famílias, é porque somos hostilizados ao repreender um discente que não foi educado em casa, mas esse mesmo que nos repreende, permite o consumo de barbáries nas redes que prejudicam o conhecimento que tanto lutamos para construir em cada cabeça pensante.</p>
</div>
<div>
<p>Talvez o pensar tenha saído de moda. O pensamento crítico tenha se tornado arcaico em tempos em que se alimentam de inteligências artificiais. O professor será o único possuidor do conhecimento, já que ele depende unicamente da sapiência para trabalhar. O mundo pode até desprezá-lo, mas chegará um dia em que este mesmo mundo se ajoelhará em seus pés e pedirá perdão. Tudo porque o desprezaram quando ele quis construir e salvar um ser humano desviado pelas utopias e artimanhas da tecnologia. A pergunta é: quem é que te influencia? Os abobalhados fazendo palhacices e dizendo verborragias nas redes ou o professor que possui a sabedoria? Que me perdoe a BNCC, porque a partir do momento que eu tiver que encarar o protagonismo de um aluno que se alimenta de conteúdos irrelevantes, não preciso mais ser chamado de professor, mas sim de “influencer” de sala de aula.</p>
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		<title>Docência e salário</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/docencia-e-salario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 16:43:59 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.oimparcialmontealto.com.br/?post_type=artigo&#038;p=52996</guid>

					<description><![CDATA[<p>Falar sobre o salário do professor no Brasil é falar também sobre a quantidade de horas que o&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>
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<p>Falar sobre o salário do professor no Brasil é falar também sobre a quantidade de horas que o profissional precisa dedicar ao trabalho para alcançar uma remuneração capaz de garantir uma vida digna. Embora a docência seja frequentemente apresentada como uma profissão essencial para o desenvolvimento do país, a realidade de muitos professores revela uma contradição: exige-se cada vez mais do educador, mas nem sempre sua remuneração acompanha a dimensão de suas responsabilidades.</p>
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<p>O trabalho docente não começa quando o professor entra na sala de aula e termina quando toca o sinal. Para cada aula ministrada, existem horas de preparação, elaboração de atividades, correção de provas e trabalhos, preenchimento de registros, reuniões pedagógicas, atendimento aos estudantes e às famílias, planejamento, formação continuada e acompanhamento das dificuldades de aprendizagem. Muitas dessas atividades são realizadas fora do horário formal de trabalho e, em diversas situações, não são devidamente remuneradas.</p>
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<p>Diante de salários que nem sempre correspondem ao nível de formação e responsabilidade exigidos, muitos professores precisam ampliar sua jornada para complementar a renda. Trabalhar em mais de uma escola, assumir diversas turmas ou acumular diferentes funções acaba se tornando uma necessidade, e não necessariamente uma escolha profissional. O problema é que o aumento da carga de trabalho também significa menos tempo para descanso, convivência familiar, lazer e cuidados pessoais.</p>
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<p>Existe, portanto, uma questão que precisa ser enfrentada: quantas horas um professor precisa trabalhar para receber um salário que permita simplesmente sobreviver com dignidade? Um profissional que precisa dedicar grande parte do seu dia ao trabalho para garantir as necessidades básicas não está necessariamente sendo valorizado; está, muitas vezes, compensando pela quantidade de horas aquilo que falta em sua remuneração.</p>
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<p>Valorizar o professor não significa apenas aumentar seu salário. Significa reconhecer que qualidade de vida, tempo de planejamento, condições adequadas de trabalho e remuneração justa fazem parte da valorização profissional.</p>
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<p>Professor não deveria precisar trabalhar até o limite de suas forças para alcançar aquilo que deveria ser básico: um salário digno, tempo para viver e condições para exercer sua profissão com qualidade. Valorizar a educação começa por valorizar quem está diariamente dentro da sala de aula construindo o futuro do país.</p>
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		<title>Seja forte, seja raiz</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 16:28:08 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhum mal do mundo, nenhuma dor ou qualquer outro meio de destruição emocional pode afetar uma mente que entende o caminhar da vida. Baseando-se na sua efemeridade, ela nos coloca sobre alguns paradoxos e nos apresenta determinadas escolhas. É muito comum, devido a várias circunstâncias, escolhermos o lado fraco, a melancolia e o desejo de não seguir em frente. Ficamos escravos da escuridão. Não há luz para quem se entrega à tristeza. A escolha pelo lado fúnebre da nossa existência é uma eterna procura pela chegada das indesejadas da gente. O ser humano vive numa infinda autoexploração emocional para não viver a beleza da vida que o mundo nos oferece. Escolher entre olhar para frente ou ficar preso num passado de lágrimas é traçar o próprio destino da alma, do existir e da nossa legítima essência.<br />
No livro “ A sociedade paliativa” o autor Byung- Chul Ran aponta sobre a necessidade de enfrentar a dor que pode nos consumir com o passar do tempo. Há um trecho muito impactante que nos faz refletir sobre a importância de ver a luz quando vemos apenas a escuridão: “Quanto maior a quantidade de risos que um ser humano consegue descobrir na dor, mais profundo é esse ser humano. Não se pode rir do fundo do coração se não estava antes profundamente enterrado na dor humana.” Não há resiliência maior do que o sorriso em tempos difíceis. Sempre digo que os pretéritos não me pertencem mais. Foram ótimos professores, porém a minha existência já não tem vinculo do que fui, do que fiz ou das minhas palavras ou atitudes.<br />
Despedimo-nos de pessoas queridas ao longo da vida. Sofremos com as perdas as quais não poderíamos sofrer. Morrer faz parte e viver é arte. Quem aceita esta dualidade já entendeu o propósito da vida: tudo vira lembranças: ou boas ou más. As boas nos deixam saudades; as más nos dão a oportunidade de não cometer os mesmos erros. Viver é caminhar entre o certo e o errado, lágrimas e sorrisos, tristeza e alegria. Devemos estar sempre armados para um confronto direto com a dor. É preciso enfrentá-la diariamente, pois é o único sentimento que nos coloca num diálogo profundo com Deus. Tudo o que é verdadeiro e sábio é doloroso. Não há outro caminho para a felicidade eterna se não aceitarmos que o viver não é apenas andejar pelas coisas boas que a vida nos proporciona. “ Sinto dor, logo existo. O mundo sem dor é um inferno do igual.” ( Byung- Chul Han )<br />
A partir do momento em que entendemos todo este paradoxo, estamos preparados para viver. Devemos ser leves, porque a vida vai pesar no nosso existir. Ser leve, neste acaso, é aceitar o processo natural da vida. Ser forte como raiz é para poucos. Passar esta fortificação e o entendimento para outros é poesia. Sou forte e poeta. A vida me quis assim.</p>
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		<title>O poder invisível dos jogadores de futebol</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/o-poder-invisivel-dos-jogadores-de-futebol/</link>
		
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:10:22 +0000</pubDate>
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<p>O futebol é, sem dúvida, o esporte mais popular do planeta. Isto tem se mostrado na Copa do Mundo deste ano. Milhões de pessoas acompanham campeonatos, vestem as cores de seus clubes e transformam jogadores em verdadeiros ídolos. Entretanto, por trás dos gols, dos títulos e dos contratos milionários, existe um poder muito maior do que a habilidade com a bola nos pés: o poder de influenciar consciências, transformar comportamentos e mobilizar sociedades. Esse é um poder invisível. Invisível porque não está estampado nas estatísticas, nas medalhas ou nos troféus, mas se manifesta na capacidade que esses atletas possuem de inspirar milhões de pessoas, especialmente crianças e jovens. Um simples gesto de um jogador pode alcançar mais pessoas do que campanhas publicitárias inteiras. Uma palavra dita por um ídolo pode mudar opiniões, despertar reflexões e incentivar atitudes positivas.</p>
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<p>Em uma sociedade marcada por desigualdades sociais, preconceitos raciais e conflitos culturais, os jogadores de futebol ocupam uma posição privilegiada para defender causas que ultrapassam as quatro linhas do campo. Muitos deles nasceram em comunidades carentes, enfrentaram dificuldades econômicas, sofreram discriminação e encontraram no esporte uma oportunidade de mudar suas próprias histórias. Por isso, suas trajetórias carregam legitimidade para falar sobre inclusão, educação, respeito e igualdade. O combate ao racismo é um exemplo evidente dessa responsabilidade. Infelizmente, ainda é comum que atletas sejam vítimas de ataques racistas dentro e fora dos estádios. Quando um jogador rompe o silêncio e utiliza sua visibilidade para denunciar essas práticas, ele não está defendendo apenas a si mesmo, mas milhões de pessoas que convivem diariamente com o preconceito. Sua voz fortalece movimentos sociais, pressiona instituições e contribui para que a sociedade reconheça que o racismo não pode ser tratado como algo normal.</p>
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<p>Da mesma forma, causas sociais relacionadas à educação, ao combate à fome, à proteção da infância e à valorização da cultura podem ganhar enorme alcance quando recebem o apoio de atletas reconhecidos mundialmente.</p>
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<p>O mundo precisa de ídolos que inspirem não apenas pela excelência esportiva, mas também pela coragem de defender valores humanos. Talvez esse seja o maior gol que um atleta possa marcar: transformar sua influência em esperança, sua popularidade em consciência e sua carreira em um exemplo capaz de mudar vidas. Afinal, enquanto as vitórias dentro de campo ficam registradas na história do esporte, as ações em favor da humanidade permanecem gravadas na memória da sociedade.</p>
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