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	<title>Tico Costa &#8211; Jornal O Imparcial</title>
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	<title>Tico Costa &#8211; Jornal O Imparcial</title>
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		<title>O poder invisível dos jogadores de futebol</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:10:22 +0000</pubDate>
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<p>O futebol é, sem dúvida, o esporte mais popular do planeta. Isto tem se mostrado na Copa do Mundo deste ano. Milhões de pessoas acompanham campeonatos, vestem as cores de seus clubes e transformam jogadores em verdadeiros ídolos. Entretanto, por trás dos gols, dos títulos e dos contratos milionários, existe um poder muito maior do que a habilidade com a bola nos pés: o poder de influenciar consciências, transformar comportamentos e mobilizar sociedades. Esse é um poder invisível. Invisível porque não está estampado nas estatísticas, nas medalhas ou nos troféus, mas se manifesta na capacidade que esses atletas possuem de inspirar milhões de pessoas, especialmente crianças e jovens. Um simples gesto de um jogador pode alcançar mais pessoas do que campanhas publicitárias inteiras. Uma palavra dita por um ídolo pode mudar opiniões, despertar reflexões e incentivar atitudes positivas.</p>
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<p>Em uma sociedade marcada por desigualdades sociais, preconceitos raciais e conflitos culturais, os jogadores de futebol ocupam uma posição privilegiada para defender causas que ultrapassam as quatro linhas do campo. Muitos deles nasceram em comunidades carentes, enfrentaram dificuldades econômicas, sofreram discriminação e encontraram no esporte uma oportunidade de mudar suas próprias histórias. Por isso, suas trajetórias carregam legitimidade para falar sobre inclusão, educação, respeito e igualdade. O combate ao racismo é um exemplo evidente dessa responsabilidade. Infelizmente, ainda é comum que atletas sejam vítimas de ataques racistas dentro e fora dos estádios. Quando um jogador rompe o silêncio e utiliza sua visibilidade para denunciar essas práticas, ele não está defendendo apenas a si mesmo, mas milhões de pessoas que convivem diariamente com o preconceito. Sua voz fortalece movimentos sociais, pressiona instituições e contribui para que a sociedade reconheça que o racismo não pode ser tratado como algo normal.</p>
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<p>Da mesma forma, causas sociais relacionadas à educação, ao combate à fome, à proteção da infância e à valorização da cultura podem ganhar enorme alcance quando recebem o apoio de atletas reconhecidos mundialmente.</p>
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<p>O mundo precisa de ídolos que inspirem não apenas pela excelência esportiva, mas também pela coragem de defender valores humanos. Talvez esse seja o maior gol que um atleta possa marcar: transformar sua influência em esperança, sua popularidade em consciência e sua carreira em um exemplo capaz de mudar vidas. Afinal, enquanto as vitórias dentro de campo ficam registradas na história do esporte, as ações em favor da humanidade permanecem gravadas na memória da sociedade.</p>
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		<title>A comunicação não violenta na sala de aula</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/a-comunicacao-nao-violenta-na-sala-de-aula/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:33:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A sala de aula é um espaço de aprendizagem, convivência e desenvolvimento humano. No entanto, muitas vezes esse&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A</p>
<p>sala de aula é um espaço de aprendizagem, convivência e desenvolvimento humano. No entanto, muitas vezes esse ambiente é prejudicado pela comunicação violenta, que pode se manifestar por meio de ofensas, apelidos pejorativos, humilhações, ameaças, ironias ou atitudes de desrespeito entre alunos e até mesmo em relação aos professores.A comunicação violenta não causa apenas conflitos momentâneos. Ela pode gerar insegurança, baixa autoestima, desmotivação para os estudos e dificuldades nos relacionamentos. Quando palavras são utilizadas para ferir, excluir ou ridicularizar alguém, o ambiente escolar deixa de ser acolhedor e passa a ser um local de tensão e sofrimento.</p>
<p>Nesse contexto, o papel do professor é fundamental. Mais do que transmitir conhecimentos, o educador atua como mediador das relações humanas.</p>
<p>Cabe ao professor promover o diálogo, incentivar a empatia, orientar os alunos sobre a importância da escuta respeitosa e intervir sempre que situações de agressão verbal ou emocional ocorrerem. Além disso, o exemplo dado pelo educador em suas atitudes e em sua forma de comunicação contribui diretamente para a formação ética dos estudantes.</p>
<p>O respeito é um dos pilares da convivência escolar. Respeitar significa reconhecer que cada pessoa possui sua própria história, opiniões, sentimentos e características. Quando os alunos aprendem a respeitar as diferenças, tornam-se capazes de construir relações mais saudáveis e produtivas.</p>
<p>Outro valor essencial é a reciprocidade. Ela consiste em tratar os outros da maneira como gostaríamos de ser tratados. A reciprocidade fortalece a cooperação, a amizade e o senso de comunidade dentro da escola. Quando há respeito mútuo entre alunos e professores, o processo de ensino e aprendizagem torna-se mais eficaz e agradável para todos.</p>
<p>Portanto, combater a comunicação violenta é uma responsabilidade coletiva. Alunos, professores, gestores e famílias devem trabalhar juntos para construir um ambiente escolar baseado no diálogo, no respeito e na reciprocidade. Somente assim a escola poderá cumprir plenamente sua missão de formar cidadãos conscientes, responsáveis e preparados para viver em sociedade.</p>
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		<title>Quanto vale a vida?</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/quanto-vale-a-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:37:00 +0000</pubDate>
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<p>Em uma sociedade cada vez mais conectada pelas redes sociais e pelos meios de comunicação instantâneos, a morte passou a ocupar um espaço contraditório no cotidiano das pessoas. Nunca se teve tanto acesso às notícias sobre tragédias, guerras, assassinatos e acidentes, mas, ao mesmo tempo, nunca pareceu tão comum assistir a essas cenas sem qualquer reação profunda. Surge, então, uma pergunta inquietante: quanto vale a vida humana?</p>
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<p>A vida deveria representar o bem mais precioso que uma pessoa possui. No entanto, a repetição constante de imagens de violência e sofrimento tem provocado um fenômeno preocupante: a banalização da morte. Todos os dias, milhares de pessoas acompanham notícias sobre conflitos armados, crimes brutais e catástrofes como quem assiste a um programa de entretenimento. Muitas vezes, as vítimas deixam de ser vistas como seres humanos com histórias, sonhos e famílias para se tornarem apenas números em estatísticas ou manchetes passageiras.</p>
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<div>
<p>Essa frieza coletiva também se manifesta na forma como parte da sociedade consome conteúdos violentos. Vídeos de agressões, acidentes e até mortes circulam livremente na internet, acumulando visualizações, curtidas e compartilhamentos. O sofrimento alheio transforma-se em espetáculo, enquanto a empatia cede lugar à curiosidade mórbida. O que antes causava indignação passa a ser encarado com naturalidade, como se a violência fosse apenas mais um elemento comum da vida moderna.</p>
</div>
<p>Outro aspecto preocupante é a romantização da violência em determinadas manifestações culturais e digitais. Em muitos casos, criminosos são transformados em figuras admiradas, guerras são tratadas como eventos heroicos sem a devida reflexão sobre suas consequências humanas, e discursos de ódio encontram espaço para se espalhar. Essa normalização contribui para o enfraquecimento dos valores de respeito, solidariedade e compaixão que sustentam a convivência social. Cada vida perdida representa uma história interrompida, uma família marcada pela ausência e um conjunto de sonhos que jamais serão realizados. Valorizar a vida significa rejeitar a indiferença, cultivar a empatia e compreender que nenhuma tragédia deve ser encarada como algo banal.</p>
<div>
<p>Portanto, a pergunta “quanto vale a vida?” não pode ser respondida por números, riquezas ou interesses. A vida vale justamente por ser única e insubstituível. Quando a sociedade se acostuma com a violência e trata a morte com indiferença, perde-se não apenas o respeito pelos que partiram, mas também parte da própria humanidade. Resgatar esse valor é um dos maiores desafios do nosso tempo.</p>
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		<title>O professor do Século XXI e a desromantização da educação</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/o-professor-do-seculo-xxi-e-a-desromantizacao-da-educacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 15:37:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nas últimas décadas, a educação passou por profundas transformações impulsionadas pelas novas tecnologias, pelas mudanças sociais e pela&#8230;</p>
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<p>Nas últimas décadas, a educação passou por profundas transformações impulsionadas pelas novas tecnologias, pelas mudanças sociais e pela crescente presença das redes digitais na vida cotidiana. Nesse contexto, consolidou-se uma visão romantizada do papel do professor, muitas vezes retratado como um profissional que precisa constantemente entreter, emocionar e surpreender seus alunos para conseguir ensinar. Essa perspectiva, embora bem-intencionada em alguns aspectos, pode gerar uma compreensão equivocada da verdadeira função docente. O professor do século XXI não precisa se vestir de palhaço, usar fantasias extravagantes ou transformar cada aula em um espetáculo para garantir a aprendizagem. A sala de aula não é um palco de circo, mas um espaço de construção do conhecimento, de desenvolvimento intelectual e de formação humana.</p>
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<p>Recursos lúdicos podem ser utilizados quando possuem objetivos pedagógicos claros, mas não devem substituir o conteúdo, o pensamento crítico e a mediação qualificada do professor. A crescente influência das redes sociais intensificou esse fenômeno. Atualmente, observa-se um grande número de profissionais da educação expondo suas rotinas, metodologias e performances em busca de curtidas, compartilhamentos e engajamento. Embora a divulgação de práticas pedagógicas possa contribuir para a troca de experiências entre educadores, existe uma linha tênue entre compartilhar conhecimento e transformar a docência em um espetáculo voltado para a obtenção de visibilidade.</p>
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<div>
<p>A romantização da educação também contribui para desvalorizar as reais dificuldades enfrentadas pelos professores. Problemas como baixos salários, excesso de trabalho burocrático, falta de estrutura escolar e desafios relacionados à aprendizagem dos estudantes são frequentemente ocultados por narrativas idealizadas que apresentam a docência como uma missão quase heroica, sustentada apenas pela paixão e pelo sacrifício pessoal. O professor do século XXI deve ser reconhecido não pela sua capacidade de entreter, mas pela sua competência em ensinar, orientar e estimular o pensamento autônomo. A educação exige criatividade, sem dúvida, mas exige também seriedade, conhecimento científico e compromisso com a formação cidadã. O professor não precisa ser um artista de circo para cumprir sua missão; precisa, acima de tudo, ser um educador preparado para formar indivíduos capazes de compreender criticamente o mundo em que vivem.</p>
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		<title>A defasagem do pensamento crítico</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/a-defasagem-do-pensamento-critico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:38:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O pensamento crítico é uma das competências mais importantes para a formação de cidadãos conscientes, participativos e capazes&#8230;</p>
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<p>O pensamento crítico é uma das competências mais importantes para a formação de cidadãos conscientes, participativos e capazes de tomar decisões fundamentadas. No entanto, observa-se, na sociedade contemporânea, uma crescentedefasagem dessa habilidade, fenômeno que afeta diretamente a construção da cidadania e o desenvolvimento social.</p>
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<p>A deficiência do pensamento crítico está relacionada à dificuldade de analisar informações de forma reflexiva, questionar argumentos, verificar fontes e formular opiniões próprias. Em um contexto marcado pelo excesso de informações e pela rápida disseminação de conteúdos nas redes sociais, muitas pessoas acabam aceitando ideias prontas sem realizar umaanálise mais aprofundada dos fatos. Como consequência, cresce a vulnerabilidade à desinformação, às notícias falsas e aos discursos manipuladores.</p>
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<p>Essa realidade interfere significativamente na formação social do cidadão. Sem a capacidade de refletir criticamente, o indivíduo tende a participar menos dos debates públicos, a compreender de forma limitada os problemas coletivos e aexercer sua cidadania de maneira superficial. Além disso, a ausência de uma postura questionadora pode favorecer aintolerância, o preconceito e a reprodução de opiniões baseadas apenas no senso comum.</p>
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<p>A escola desempenha um papel fundamental no enfrentamento desse problema. Por meio da leitura, da produção de textos, dos debates e da valorização do conhecimento científico, a educação pode estimular a autonomia intelectual dosestudantes. Mais do que transmitir conteúdos, é necessário desenvolver a capacidade de argumentar, interpretarinformações e construir posicionamentos fundamentados.</p>
</div>
<div>
<p>Portanto, esta representa um desafio para a sociedade atual, pois compromete a formação de cidadãos plenamenteconscientes de seus direitos e deveres. Investir em uma educação que valorize a reflexão, o diálogo e a análise crítica éessencial para fortalecer a democracia e promover uma participação social mais responsável e transformadora.</p>
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		<title>A importância da Feira do Livro</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/a-importancia-da-feira-do-livro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 15:31:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No centro cívico, entre cinema e museus, o cheiro de livros novos misturados ao perfume do café recém-passado&#8230;</p>
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<p>No centro cívico, entre cinema e museus, o cheiro de livros novos misturados ao perfume do café recém-passado que ecoa pelo bairro da Vila Municipal, acontece mais uma edição da Feira do Livro. As crianças correm segurando gibis, os adolescentes tiram fotos para as redes sociais e os mais velhos caminham devagar, como quem procura reencontrar um pedaço da própria memória escondido entre as páginas de um romance antigo.</p>
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<p>Em tempos de telas brilhantes e notificações incessantes, a feira parece um pequeno ato de resistência. Enquanto o mundo acelera os dedos sobre celulares, ali as pessoas ainda desaceleram os olhos sobre as palavras. Ler exige algo raro nos dias atuais: silêncio, atenção e imaginação. Talvez por isso a feira seja tão importante. Ela lembra à sociedade que nem toda conexão precisa de internet; algumas acontecem apenas entre o leitor e o livro.</p>
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<p>No palco principal, um autor da cidade é homenageado. Muitos o conhecem apenas como professor ou como o cara que toca cavaquinho. Mas naquele momento ele representa algo maior: a prova de que a literatura também nasce nas ruas simples, nas escolas públicas, nas conversas de esquina e nas histórias do povo. Homenagear um escritor local é reconhecer que a cultura não mora apenas nas capitais famosas ou nos nomes distantes dos livros didáticos. Ela também pulsa dentro da própria cidade.</p>
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<p>As pessoas ouvem emocionadas os trechos de suas obras. Alguns alunos descobrem, talvez pela primeira vez, que um escritor não é uma figura inalcançável dos retratos antigos, mas alguém de carne, voz e sonhos parecidos com os deles. E isso tem um poder transformador. Quando uma cidade valoriza seus autores, ela ensina aos jovens que suas histórias também merecem ser contadas.</p>
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<p>Ao cair da noite, as luzes da feira refletem nos olhos curiosos das crianças sentadas no chão ouvindo contação de histórias. Os celulares continuam existindo, claro. As redes sociais também. Mas, por algumas horas, os livros vencem a disputa pela atenção humana.</p>
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<p>E talvez essa seja a maior importância de uma Feira do Livro: lembrar que a leitura não serve apenas para formar estudantes, mas para formar pessoas. Pessoas capazes de pensar, sentir, questionar e imaginar um mundo melhor. Porque a tecnologia aproxima dedos; a literatura aproxima almas.</p>
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		<title>Morreram o poeta e a poesia?</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/morreram-o-poeta-e-a-poesia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jimparcial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 16:51:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de tecnologia, onde mora a poesia? Estão extintos a sensibilidade e os poetas? No meio de&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/morreram-o-poeta-e-a-poesia/">Morreram o poeta e a poesia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br">Jornal O Imparcial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
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<p>Em tempos de tecnologia, onde mora a poesia? Estão extintos a sensibilidade e os poetas? No meio de tanta frieza, futilidade e falta de sabedoria morrem o poeta e a poesia? Uma sociedade que não lê e que não consegue construir uma reflexão, há de entender os versos de um poema? Qual é o futuro das estrofes e dos poetas? O descaso com os livros e a falta de incentivo com a leitura têm gerado uma sociedade desprovida de intelecto e subjetividade. O mundo se tornou objetivo porque se perdeu a sensibilidade. O canto dos pássaros já não chama mais atenção; as cartas de amor não existem mais; as serestas se extinguiram assim como a boa música e a sua melodia de outrora. Tudo virou técnico, objetivo e fútil. A criatividade perdeu espaço. A arte deixou de ser sentimental e emotiva. Típico dos poetas parnasianos que não escreviam sentimentalidades.</p>
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<p>Não caminho mais entre a razão e emoção, porque o homem hodierno se perdeu. Perdeu-se de si ao terceirizar os sentimentos, reflexões e a própria criatividade. Se morre o sentimento, morre a poesia? Se morre a poesia, morre o homem. Não há nenhuma alma que sobreviva sem a arte, seja qual for o seguimento. A palavra é arte; é a matéria prima do poeta. Todavia, o sujeito deste século não verbaliza, não lê, não constrói conhecimento e não tem sensibilidade. O insensível jamais verá arte nas coisas simples da vida. A poesia está em tudo aquilo que tocamos ou vivemos. Viver já é um ato poético, pois o dom da vida é para quem realmente enxerga a sua dádiva. As pessoas não estão vivendo, mas sim, apenas existindo. O existir cabe àquele que não enxerga sensibilidade. São mãos de obra de um mundo frenético que tem como objetivo lucrar, ter e enriquecer.</p>
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<div>
<p>Os que vivem, enxergam tudo aquilo que podemos enxergar com poesia. São poucos. Raros, mas existem. São estes que deixarão o legado da arte. São os poetas. A extinção destes artistas das palavras colocaria o homem em desalinho consigo mesmo e com o próprio mundo em que vive. Pobre mundo! Mundo pobre de poesia, de poetas, de sabedoria. Se a terra falasse, seu grito seria de socorro.</p>
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<p>O post <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/morreram-o-poeta-e-a-poesia/">Morreram o poeta e a poesia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.oimparcialmontealto.com.br">Jornal O Imparcial</a>.</p>
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		<item>
		<title>Professor: profissão insalubre</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/professor-profissao-insalubre/</link>
		
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		<pubDate>Wed, 13 May 2026 15:38:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os casos de violência contra o professor têm aumentando nas escolas pelo país. Não só contra docentes, mas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>
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<p>Os casos de violência contra o professor têm aumentando nas escolas pelo país. Não só contra docentes, mas sim com qualquer outro profissional que faz parte da esquipe escolar. Ser professor, há tempos, já virou profissão perigo. Estamos numa guerra contra a sociedade que queremos bem, educá-la e conduzi-la para a realização dos sonhos. Porém, ela nos vê como inimigos. A comunidade vê a escola como antagonista. Regurgitam um ódio enraizado no peito, na alma, na cultura e isso tem colocado a profissão em risco. O mais doloroso nisso tudo é perceber que a escola deixou de ser vista como espaço de transformação para se tornar palco de confrontos, humilhações e desprezo. O professor, que antes era símbolo de respeito e autoridade intelectual, hoje precisa entrar em sala de aula preparado não apenas para ensinar, mas também para suportar ameaças, agressões verbais, intimidações e, em muitos casos, agressões físicas. A lousa já não é o único desafio; o medo também passou a fazer parte da rotina escolar.</p>
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<p>Vivemos numa sociedade adoecida emocionalmente, imediatista e profundamente intolerante. Muitos pais transferiram à escola responsabilidades que deveriam nascer dentro de casa: limites, empatia, respeito e humanidade. Quando a família desacredita o professor diante do aluno, destrói-se qualquer possibilidade de construção coletiva da educação. O estudante aprende, então, que a autoridade do educador pode ser questionada de forma agressiva, debochada ou violenta. E isso se espalha como uma epidemia silenciosa.</p>
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<p>A internet também contribuiu para a banalização da violência e da desmoralização docente. Professores são filmados escondidos, expostos em redes sociais, transformados em memes e alvos de julgamentos cruéis. O conhecimento perdeu espaço para o entretenimento vazio; a reflexão foi substituída pela reação instantânea. Hoje, muitos jovens não enxergam o professor como alguém que constrói caminhos, mas como um obstáculo entre eles e a distração permanente.</p>
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<p>O mais contraditório é que todos dizem valorizar a educação, mas poucos valorizam quem educa. Exigem resultados extraordinários de profissionais esgotados, mal remunerados e emocionalmente sobrecarregados. Cobram da escola aquilo que a própria sociedade abandonou: a formação ética, o senso de coletividade e o respeito ao próximo.</p>
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		<title>A leitura está em alta</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2026 16:22:20 +0000</pubDate>
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<p>Tenho percebido, ultimamente, alguns murmúrios sobre a nova onda de leitores que está surgindo. Eu a enxergo com bons olhos, visto que vivemos numa sociedade que tem o conhecimento em mãos e de fácil acesso, mas não usufruiu da forma como deveria. A geração de hoje nunca sentirá o peso de uma “ barsa” e o cheiro que tem uma biblioteca municipal. Com o avanço da tecnologia, a sinestesia do peso e do cheiro do conhecimento se degradou ainda mais. Todavia, não posso afirmar que houve uma perda absoluta — talvez estejamos diante de uma ressignificação do ato de ler.</p>
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<p>O leitor contemporâneo já não se prende, necessariamente, ao silêncio solene das estantes ou à linearidade das páginas impressas. E isto tem causado a perda de um lado afetivo e memorável para a construção do conhecimento. Antes, a biblioteca das escolas era um espaço para os encontros de leitura; hoje, um refúgio para escapar da busca do conhecimento. Cientificamente, os males que o excesso das telas traz à sociedade tem gerado preocupação nas instituições de ensino e família. A saída para o vício das telas começa na iniciação pela leitura, pela arte e pela música. A leitura precisa deixar de ser vista como obrigação e passar a ser experimentada como descoberta, como ferramenta de autonomia e de construção de identidade.</p>
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<p>Há movimentos espalhados pelo mundo que estão mudando o comportamento e estão deixando seus aparelhos de lado. A leitura, aos poucos vai retomando os espaços que ocupava antigamente. Vai construindo pequenas sociedades leitoras que estão disseminando o gosto e a importância do ato de ler. Entre o peso das antigas enciclopédias e a leveza dos dispositivos digitais, há um caminho a ser construído. Não se trata de escolher entre o passado e o presente, mas de compreender que o verdadeiro valor da leitura não está no suporte, e sim na capacidade de transformar o sujeito que lê. Para que isso aconteça, é necessário que se abra os olhos para a realidade de uma sociedade enferma e desprovida de intelecto. Não precisamos chegar ao fundo do poço para enxergar a enfermidade social e cognitiva que estamos enfrentando. A partir do momento em os olhos são abertos, enxerga-se a luz. O brilho da esperança nos coloca no mundo dos livros e nos constrói leitores. Está acontecendo!</p>
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		<title>O consumo de “Brain rot”</title>
		<link>https://www.oimparcialmontealto.com.br/artigos/o-consumo-de-brain-rot/</link>
		
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 17:09:10 +0000</pubDate>
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<p>Há tempos que venho falando sobre a futilidade das redes sociais e o tanto que crianças e adolescentes – adultos também – têm consumido o nível mais baixo de conteúdos inúteis dentro delas. A cada mês é uma expressão que surge, uma dança, uma trend. E assim vai brotando um brain rot atrás do outro. E assim vai o cognitivo apodrecendo aos poucos. O que me assusta é a quantidade de comprovações feita pela ciência alertando sobre os perigos do consumo excessivo das telas, jogos e qualquer atividade ligada ao celular, que são ignorados pela família. Quando olho para o comportamento atual de muitos jovens, percebo uma dificuldade crescente de concentração, uma impaciência diante de conteúdos mais longos e uma dependência quase automática de estímulos rápidos. Isso não surge do nada. Pesquisas recentes apontam que o consumo excessivo de conteúdos digitais fragmentados — como vídeos curtos e redes sociais — está associado à redução da atenção, ao cansaço mental e até à piora no desempenho cognitivo.</p>
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<p>Eu não posso ignorar um dado particularmente alarmante: há evidências de que o excesso de tempo de tela pode afetar estruturas do cérebro. Estudos indicam que isso pode levar ao afinamento do córtex cerebral — área responsável por memória, tomada de decisão e raciocínio — além de redução da massa cinzenta. Quando leio isso, fico pensando: que tipo de inteligência estamos cultivando?</p>
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<p>Ao mesmo tempo, vejo que não é apenas uma questão biológica, mas também cultural. O chamado brain rot tem sido descrito como o resultado da exposição contínua a conteúdos “triviais ou pouco desafiadores”, uma espécie de “junk food mental” . E essa metáfora é extremamente precisa: assim como o corpo adoece com uma alimentação pobre, a mente também se enfraquece quando se alimenta apenas de superficialidade. Sinto que há uma perda silenciosa acontecendo — não neces-sariamente da inteligência em si, mas daquilo que sustenta o pensamento crítico: o tempo, o esforço e a profundidade. Pensar exige pausa. Exige desconforto. Exige concentração prolongada. E tudo isso vai na contramão da lógica dos conteúdos rápidos que dominam o cotidiano digital.</p>
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<p>Ainda assim, não acredito que seja um caminho sem volta. A própria ciência indica que esses efeitos podem ser revertidos com mudanças de hábitos, como redução do tempo de tela e estímulos cognitivos mais ricos. Isso me faz pensar que a questão não é a tecnologia em si, mas a forma como a utilizamos. Fica aqui uma reflexão com uma inquietação pessoal: se continuarmos consumindo apenas o que é fácil, rápido e superficial, estaremos abrindo mão, pouco a pouco, daquilo que nos torna verda-deiramente humanos — a capacidade de pensar profundamente.</p>
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